quarta-feira, dezembro 21

Trivialidades marcianas I

Quando as mulheres falam dos seus problemas a um homem é normal que este apresente possíveis soluções para o problema ou tente resolvê-lo. A mulher fica normalmente furiosa perante essa reacção do homem. Confuso, ele vai falar com os amigos. Um mais experiente explica-lhe que quando uma mulher te fala de um problema ela só quer que tu a escutes e lhe demonstres a sua solidariedade. Mais nada. Qualquer outra acção será considerada uma falta de atenção imperdoavel.
Da vez seguinte o homem já está preparado. Resiste estoicamente mas acaba por cometer o erro. É obvio que a solução para o problema é...
Á terceira continua a não acertar. Pergunta-se porquê. Acaba por encontrar uma resposta num blogue. A linguagem corporal da mulher e a sua forma de exprimir-se são interpretados pelo sistema nervoso do homem como um pedido de socorro. Activado o sistema simpatico a libertação de adrenalina impele irresistivelmente o homem para agir, lutando ou fugindo.
Conclui de uma consulta à Wikipedia que um alto nível de adrenalina no sangue acaba por provocar dores de cabeça, palpitações, taquicardia, hipertensão e, nalguns casos, edema pulmonar agudo.
Um blogue menos digno de crédito afirma mesmo que é este tipo de interacções entre os dois sexos que explica porque é que a esperança de vida das mulheres é dois a três anos superior à dos homens.
Um blogue feminino sugere que estes problemas podem ser evitados se a mulher começar por explicar pacientemente ao homem que ele não precisa de fazer nada, só ouvi-la. Deve repeti-lo regularmente durante a conversa, sempre que o homem der sinais de ir entrar em panico.
A autora do blogue foi rapidamente desmascarada. Era um travesti. Um anónimo, certamente um homem empenhado em denegrir a imagem da milher, comentou que assim a conversa já não nos descontrai. Para além do mais, perde toda a piada.

16 comentários:

MaDi disse...

Agora estou cheia de sono, mas espera-me por amanhã. Terás o teu post!

on disse...

Não há pressa nenhuma. Que tal até ao fim de Janeiro?

sofia disse...

Ah, é?! Se eu soubesse que o prazo era esse, não me tinha precipitado... Bolas!

on disse...

Deixa lá, depois fazes qualquer coisa de jeito.


...


Eu meto uma cunha ao juri e este não conta:)

MaDi disse...

E já está!

on disse...

Ninguém comenta o post?
eu queria aprender umas coisas...
como é ue vamos resolver este problema?
Que tal vos parece a sugestão do travesti?

MaDi disse...

Nós temos que escrever um post e ainda queres comentários?

Estás a parecer uma mulher, on!

:P

on disse...

Tenho de me meter na vossa pele para as perceber!

M disse...

On, penso que me é permitido colocar aqui este texto:

«Nós combatemos a nossa superficialidade, a nossa mesquinhez, para tentarmos chegar aos outros sem esperanças utópicas, sem uma carga de preconceitos ou de expectativas ou de arrogância, o mais desarmados possível, sem canhões, sem metralhadoras, sem armaduras de aço com dez centímetros de espessura; aproximamo-nos deles de peito aberto, na ponta dos dez dedos dos pés, em vez de estraçalhar tudo com as nossas pás de caterpillar, aceitamo-los de mente aberta, como iguais, de homem para homem, como se costuma dizer, e, contudo, nunca os percebemos, percebemos tudo ao contrário. Mais vale ter um cérebro de tanque de guerra. Percebemos tudo ao contrário, antes mesmo de estarmos com eles, no momento em que antecipamos o nosso encontro com eles; percebemos tudo ao contrário quando estamos com eles; e, depois, vamos para casa e contamos a outros o nosso encontro e continuamos a perceber tudo ao contrário. Como, com eles, acontece a mesma coisa em relação a nós, na realidade tudo é uma ilusão sem qualquer percepção, uma espantosa farsa de incompreensão. E, contudo, que fazer com esta coisa terrivelmente significativa que são os outros, que é esvaziada do significado que pensamos ter e que, afinal, adquire um significado lúdico; estaremos todos tão mal preparados para conseguir ver as acções íntimas e os objectivos secretos de cada um de nós? Será que devemos todos fecharmo-nos e mantermo-nos enclausurados como fazem os escritores solitários, numa cela à prova de som, evocando as pessoas através das palavras e, depois, afirmar que essas evocações estão mais próximas da realidade do que as pessoas reais que destroçamos com a nossa ignorância, dia após dia? Mantém-se o facto de que o compreender as pessoas não tem nada a ver com a vida. O não as compreender é que é a vida, não compreender as pessoas, não as compreender, não as compreender, e, depois, depois de muito repensar, voltar a não as compreender. É assim que sabemos que estamos vivos: não compreendemos. Talvez o melhor fosse não ligar ao facto de nos enganarmos ou não sobre as pessoas e deixar andar. Se conseguirem fazer isso − estão com sorte.»

"Pastoral Americana", Philip Roth

on disse...

M,
o texto é muito bonito. É verdade que existem sempre mal entendidos com as pessoas que encontramos no dia a dia. Acho que em relação a pessoas que fazem parte das novas vidas não deveria ser muito dificil ir um pouco mais alem!
Só temos a ganhar se todos os dias lutarmos por isso. Eu consigo lutar para aí dia sim dia não:)

MaDi disse...

O que eu acho, on, é que o que acaba por sustentar tudo é mais o sentimento do que a comunicação.

idedumyrox disse...

“Mantém-se o facto de que o compreender as pessoas não tem nada a ver com a vida. O não as compreender é que é a vida, não compreender as pessoas, não as compreender, não as compreender, e, depois, depois de muito repensar, voltar a não as compreender”. (Philip Roth – comment acima exposto)

‘Posta de pescada’ cá do je: Se atendermos ao facto de que a esmagadora maioria das atitudes que tomamos no nosso quotidiano são impensadas, isto é, não racionalizadas, pertencendo mais do universo dos ‘reflexos condicionados’/aprendizagens/cultura/estímulo-resposta/blá-blá-blá, dá mesmo uma trabalheira tentar compreender tudo nas nossas relações com as outras pessoas. Se, eventualmente, se chegar a alguma conclusão, já o interlocutor está noutra, mais à frente… E depois, como também somos gente, não nos é possível ‘distanciarmo-nos de nós próprios’ com a rapidez necessária para podermos fazer uma ‘avaliação’ do problema suficientemente racional.
Podemos, é claro, fazer-nos constantemente acompanhar de um psiquiatra, tipo consultor técnico. Todavia, com o tempo, este acabará por perder a sua imparcialidade em relação a nós, o que acarreta a necessidade de mudar frequentemente de consultor…
Bem, parece-me que o melhor mesmo é aceitar a citação acima, de Philip Roth (gentilmente cedida por ‘m’), em geral. Nas nossas relações pessoais, em particular, simplesmente acreditar um pouco mais no nosso próprio ‘instinto’ e confiar em quem simplesmente sentimos que é de confiar (excepto nos ‘negociantes’, claro!) e nunca, mas nunca, tentar ajudar quem nos pede.
Considerando também que por orgulho, vergonha, ou-seja-o-mais-que-for, muitas das pessoas que necessitam de ajuda não a pedem clara e inequivocamente (talvez a maioria) e teremos então de exercer um trabalho de interpretação para podermos perceber se as mesmas necessitam efectivamente de uma ajuda, no plano racional, ou simplesmente de afecto. Sendo assim, o melhor é…
Ooops! Acho que já me comecei a contradizer!... Err, e depois, cá vem outra vez o Psi… Hummm!...
Pois, devemos é andar todos doidos! Não!?...

idedumyrox disse...

Perdão, no meu comment acima deve-se ler "e nunca, mas nunca, tentar ajudar quem NÃO nos pede".
Brig

Anónimo disse...

Enjoyed a lot! » »

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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