domingo, maio 22

Yoga e...

É normal entrar numa livraria e encontrar os livros de yoga misturados com os livros de astrologia, espiritismo e outras actividades do mesmo tipo. Isto porque os yogis são supostos reinvindicar capacidades sobrenaturais de vários tipos. Vamos então analisar algumas destas afirmações. O yogis são supostos ser capazes de fazer agir a sua vontade sobre orgãos do corpo humano que em príncipio não são controláveis pela nossa vontade. Será possível? Comecemos por um exemplo simples. A pupila dos olhos reage às variações da intensidade luminosa, contraindo-se e dilatando-se. Sabemos controlar a dilatação da pupila? Não. Podemos aprender a fazê-lo? Parece que sim. Como? Uma simples utilização dos reflexos condicionados de Pavlov.
Começa-se por soar uma campainha ao mesmo tempo que se acende uma luz intensa. Ao fim de algum tempo o simples soar da campainha provoca a contracção da pupila. A seguir pede-se ao aluno que faça tocar a campainha ao mesmo tempo que diz em voz baixa contrai. Ao fim de algum tempo condiciona-se a pupila a se contrair quando se pensa em contrair a pupila. Demasiado simples? Os métodos referidos acima foram usados das mais diversas formas para controlar o metabolismo e o funcionamento das vísceras.
Schultz, Professor de Medicina na universidade de Berlim, mostrou nos anos trinta que podemos aprender a contrair e dilatar os vasos sanguíneos da mão ou de qualquer parte do corpo pensando apenas ... a minha mão está quente. Consegue-se assim aumentar a temperatura da mão de um grau centígrado em alguns segundos. Tenho um amigo que sabe fazê-lo desde criança. Schultz desenvolveu técnicas que permitiam aos seus pacientes contrair e relaxar orgãos como o estomago e o útero. Estas técnicas foram desenvolvidas com fins terapeuticos. A medicina escolheu outras direcções de desenvolvimento, obtendo grandes sucessos. Talvez não tivesse sido necessário eliminar outros pontos de vista que olham para um ser humano como um todo e não como um conjunto de mecanismos mais ou menos interligados. Alguns médicos conseguiram num reduzido espaço de tempo e sem grandes meios tecnológicos obter resultados extraordinários. Será assim tão estranho que um trabalho sério de experimentação conduzido de forma sistemática ao longo de cinco mil anos por milhares de pessoas tenha chegado um pouco mais longe? Ao que parece a distinção entre actos voluntários e involuntários não é qualitativa mas apenas uma questão de grau.

Confesso que a literatura existente no mercado sobre as chakras, centros de energia colocados ao longo da coluna vertebral, sempre me deixou um pouco desconfortável. Até que um dia numa aula de yoga, depois de um período de meditação um pouco mais longo do que o habitual, nos foi pedido que nos concentrássemos no ponto entre as sobrancelhas e imaginássemos uma roda a girar. Senti que estava realmente uma roda a girar. A partir daí passou a ser normal depois do período de descontracção no fim da aula sentir outras rodas a girar. Pode ser só imaginação minha. Acontece porém que as rodas aparecem sempre nos sítios onde são supostas aparecer. Algumas pessoas sentem-nas, outras não. Não estou muito preocupado com estas rodas. Se elas me ajudarem a evoluir no yoga, optimo. Senão...
O que é que elas significam? Qual é a sua natureza? logo se vê...
Li alguma informação sobre o assunto. Ao que parece a localização das chakras está associada à localização das glandulas endócrinas. Nos livros associavam uma cor a cada chakra, sem explicações. Um dia perguntei à professora de yoga porque é que se fazia essa associação. Sempre queria ver como é que ela respondia. Antes que ela pudesse responder um colega meu, engenheiro mecânico, uma das pessoas mais terra a terra que eu conheço, explica-me rápidamente: oh pá, a cor associada ao chakra é a cor que a gente vê quando se concentra no chakra...
Elementar, meu caro Watson!
Eu não vejo cor nenhuma... Ele faz uma data de posturas complicadas que eu nem sonho em fazer nos tempos mais próximos. Se ele diz que vê, quem sou eu para o contrariar?

9 comentários:

on disse...

Referências

Moshe Feldenkrais, The Potent Self, Somatic Resources, Frog Ldt, Berkeley.

Paul Chauchard, Le Systéme nerveux, Presses Universitaires de France,

Paris.

Angus MacPherson, Journal of General Psicology, March 8, 1933.

wind disse...

Gosto destes posts. São muito interessantes:)

M disse...

Gostei de saber.

gajo disse...

realmente tb nunca consegui associar as cores aos chakras, mas deve ter a ver com tipos de sensibilidade na meditação.
a minha por exemplo, leva-me mais para a sensação do que para a visualização efectiva. a linguagens interior de cada um modela o que se sente ou vê.

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lautiripse disse...

Não sei se este comentario poderá satisfazer algumas questões que o autor coloca mas... fica a informação (se me permite):

Cientificamente, no espectro electromagnético, na secção de luz visivel, temos a cor vermelha como a cor menos energética, e a cor violeta como a cor mais energética. Ora.. o chakra básico está associado à ligação com a terra, e emite uma frequencia mais baixa que o chakra da coroa, violeta, associado à ligação espiritual do homem.

Cada pessoa tem chakras mais desenvolvidos que outros, daí que, a precepção dos chakras durante uma meditação seja diferente de pessoa para pessoa: há pessoas que vêem a cor do chakra outras sintem o rodar do chakra, etc..

À medida que se pratica meditação, os chakras vão se desenvolvendo, vão abrindo mais, e por isso a precepção das cores das sensações torna-se cada vez mais nitida...