sábado, maio 14

Fui ao bruxo

Dez anos atrás surgiu-me uma hérnia discal cervical. As dores foram aumentando progressivamente. A certa altura parei de trabalhar. Alguns dias não conseguia guiar. Uma operação na zona cervical é sempre um risco. Para além disso deixa sequelas. Em desespero de causa fui a um bruxo. Pelo menos era o que lhe chamavam algumas pessoas. Na verdade era um osteopata. As dores desapareceram em duas sessões. Durante algum tempo fui visitá-lo uma vez por ano. Um ano depois de começar a fazer aulas de alongamentos, quase me esqueci dos problemas no pescoço.
Entretanto a osteopatia, a homeotapia e outras disciplinas médicas
continuam a não ser reconhecidas em Portugal. Isto apesar da existência de uma directiva comunitária que o estado português está vinculado a transpor para a nossa lei. Em países como a Inglaterra e a França estas especialidades médicas são ensinadas na universidade e tratadas da mesma forma que as outras.
Porque é que em Portugal as coisas são diferentes?

Foto: Peter Hegre

7 comentários:

wind disse...

Porque somos um país de atrasados.

Edgar disse...

Como praticante de desporto já tive imensas entorses, e por mais hospitais e clinicas fisioterapeuticas que visite, o homem que me cura sempre, é o "endireita". É um clássico depois dos jogos ao sabado, irem 2 ou 3 jogadores da equipa la no domingo a tarde ou na segunda feira ao fim do dia, cada um dar 5 ou 10 euros ao velhote, "pa ele nos voltar a por no lugar". E despedem-se "obrigado sr António, saúde!"

Edgar disse...

Esquecime do mais importante!
Porque em Portugal, neste oligopólio medicinal, o é permitido. Onde é que andam as autoridades para a concorrência neste sector afinal? Quem perde somos nós, como sempre...

Paulo Lopes disse...

Preconceitos do corporativismo médico. Da medicina "tradicional" que se julga a única...

raiva disse...

Pequeno erro de português (só para te irritar). É "por que" e não "porque" em
"Porque é que em Portugal as coisas são diferentes?"

Portugal é um país sem liberdades, é evidente. Ou só agora é que viste? Olha para educação, para os serviços, etc. Salazar vive!

on disse...

Oh raiva,
traduz o haiku e deixa-te de tretas...

lautiripse disse...

Na minha opinião, acho que Portugal ainda não se conseguiu libertar dos interesses que existem em diversas matérias.
O facto de não regulamentarem as chamadas medicinas alternativas tem também haver com os interesses que alguns sectores têm em manter as coisas como estão. O que seria das farmácias se cada um de nós adquirisse o legitimo poder que todos nós temos de nos auto-curarmos? Ou mesmo, de recorrermos a terapeutas, muito mais sensiveis às nossas dores que nos recomendassem formas, terapeuticas que a longo prazo não se tornassem dependencias que a longo prazo, são prejudiciais no nosso organismo?

Não defendo a extreminação da medicina convencional, mas a complementaridade de medicinas, pois em principio todas trabalham para o mesmo fim: a saúde das pessoas.
E é preciso ver que a medicina convencional têm feito grandes progressos em pouco tempo. Mas tem lacunas pois ainda não se reconhece que somos muito mais do que um simples corpo físico. E muitas vezes a origem das chamadas doenças não são mais do que desiquilibrios energéticos. Antes de uma pessoa estar fisicamente doente ela já tem a doença no seu campo aurico.
E isto já está provado cientificamente, pois já existe uma forma de tirarmos uma fotografia à nossa aura...