sexta-feira, dezembro 21

Mulheres: um conto científico (epílogo)

Nesse outono estava a dançar numa festa da universidade com a irmã de um estudante de doutoramento quando me lembrei da Pam. Que tal se fossemos a um bar? Será que a lição do John também funcionava com um jovem de boas familias? Enchi-me de coragem e perguntei: olha, antes que eu te compre esta bebida. Vais dormir comigo esta noite? Ela respondeu que sim.
Nunca mais voltei a usar as lições do John. Não me dava prazer fazer as coisas daquela maneira. Mas não deixou de ser interessante saber que funcionava.

10 comentários:

on disse...

Pois, pois: mas o que é que um conto prova?

Jaime disse...

Até agora, prova que o on tem jeito para escrever contos! E, dado o assunto dos contos, prevejo um aumento nas audiências deste blogue. :-)

on disse...

Este conto não é meu. Nem é um conto. E a maior parte dos leitores do blog já o tinham lido antes. Aonde?

Jaime disse...

Mas foi o on que escreveu o texto, não foi? Então o jeito para escrever contos ainda é seu. OK, também há a parte de inventar a história.

on disse...

Ninguém inventou a história.

Jaime disse...

Pena. Parte de ser um bom escritor é inventar a história.

Anónimo disse...

O "conto" é a experiência pessoal de um cientista a sério, Jaime. É um gajo que descobriu umas coisas acerca da Física e que acima de tudo era um cientista a sério porque

-Estava sempre pronto a experimentar

-Aceitava sempre o que a experiencia lhe revelava

O problema da malta é que só é cientista quando está dentro do laboratório. Eu por acaso até sou um bocado ao contrário :p.

Obrigado On pela história. Já não lia isto há anos.

E acho que agora já a entendo de outra forma. Acabei de perceber um sub-texto que me escapara inicialmente, e que é absolutamente brilhante:

----------------------------------
No ultimo parágrafo há provavelmente uma grande mentira.
----------------------------------


...e como eu também sei receber conselhos dos mais experientes:

Jaime, Sofia, quero pedir desculpa. Vocês tinham toda a razão. Não há regras, o jogo é um disparate, e mesmo que funcione é uma coisa que não vale nada, é só para engates baratos e não traz o amor a sério nem funciona com mulheres decentes. Só agora percebi como estava errado. Não falemos mais nisto. Peço desculpa. A sério. E jamais voltarei a usar as lições do John. Nem recomendo a ninguém. A sério. A ninguém.

Quantos menos melhor.

OMWO

Joe Don disse...

Ps: Estaremos a falar do Feynman?

Confesso que nunca encontrei este conto, mas parece-me uma coisa que o Feynman faria. E ele adorava contar coisas...

sofia disse...

OMWO...
Ok.Garanto-te que, com pessoas como eu, nunca terás muito.
Mas não perdes grande coisa, de facto. :)

Anónimo disse...

Parou, parou!
Parece que não:

Between the world wars, physicists hunted the big ideas and had the big personalities—and sex drives—to match. They worked and played under a unique confluence of circumstance. The sexual norms of the time, their status, the sexiness of their projects and achievements all conspired to make the top physicists supremely desirable.

The most shameless cad of the group was Richard Feynman. When he once nearly crashed his car while eyeing a passing beauty, his only excuse was, “I only see the women, the rest is all a blur.” He even kept a picture in his office of one acquaintance, buxom adult film star Candi Samples, signed, “To Big Dick, Love from Candi.”

Parece que ele sabia da poda.
Se calhar o método até funciona:))