Mostrar mensagens com a etiqueta Sexos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sexos. Mostrar todas as mensagens

domingo, abril 27

O caçador desempregado 2

A Hermengarda estava insatisfeita com o Prudêncio. Chegava a casa e só lia o jornal. Enquanto ela fazia a comida, limpava a casa e tratava dos filhos. Educá-los era especialmente complicado porque ele não era um grande exemplo para as crianças. Ainda a desautorizava uma vez por outra quando ela os mandava para a cama às dez horas ou os mandava arrumar os brinquedos.
Foram a um centro de aconselhamento para casais. O Prudêncio pouco tinha a dizer. Resistia como podia às invectivas da Hermengarda, fazendo por não incentivar a sua ira. A psicologa pediu-lhes que fizessem um diário durante a semana onde especificavam que tinham feito a cada hora e o grau de satisfação que obtiveram de cada actividade. É claro que o Prudêncio só escrevinhou alguma coisa durante os dois primeiros dias.
A Hermengarda acabou por pedir o divórcio. Passou a ser mais facil educar os filhos sem os maus exemplos do marido. Passou a ter algum tempo para ela quando os miudos iam passar o dia com o pai. O Prudêncio parece ter tido mais dificuldade em se adaptar à vida de solteiro. Quando se convenceu que a decisão da Hermengarda era irreversível, começou a sair com uma colega de escritório. Mudou-se rapidamente para casa dela, voltando aos velhos hábitos.

quinta-feira, abril 24

O caçador desempregado 1

Aproveitando-se da omissão legal sobre o sexo do chefe de família, Carolina Beatriz Ângelo - médica, viúva e mãe de duas crianças - faz prevalecer a sua condição de chefe de família para depositar o seu voto nas eleições para a Assembleia Constitucional de 1910. Em consequência, a lei foi modificada de forma a estabelecer claramente que só os homens podem exercer o direito de voto. Em 1931 o direito de voto é concedido às mulheres com o ensino secundário concluído. Os homens podiam votar desde que soubessem ler e escrever. Em 1946 as restrições ao direito de voto das mulheres são diminuídas, mas só são completamente eliminadas em 1974. Comemora-se este ano o trigésimo aniversário da revisão do Código Civil que assumiu que os dois cônjuges gozam de direitos iguais.
As mulheres conseguiram agora uma igualdade ainda imperfeita. Começam mesmo a ser a maioria em alguns sectores importantes, como por exemplo a Universidade. Não estão porém seguras de ter feito um bom negócio. Trabalham tanto como os homens fora de casa, continuando uma boa parte delas a desempenhar o grosso das tarefas domésticas. Os casos de depressão multiplicam-se. Suspeitam que foram enganadas. Uma vez por outra usam o seu novo poder, mais as manhas antigas, para se vingarem dos preguiçosos que as exploram. Ou limitam-se a pô-los na rua.

sexta-feira, abril 18

Entrevista com um carjacker

A vida dos ladroes de automoveis esta dificil. O tempo das ligacoes directas ja passou. A SIC resolveu entrevistar outro dia um profissional obrigado a reconverter-se. Com cara tapada e voz destorcida, claro.
- Então como e que o senhor escolhe as suas vitimas?
- Olhe, prefiro assaltar homens. Sabem comportar-se.
As mulheres, nunca se sabe o que vao fazer.
Algumas ate tentam tirar-nos a mascara, veja la.

domingo, abril 13

A mulher de Bath


Uma MULHER de BATH havia em cena;
Mas era meio surda, o que era pena.
De bons tecidos era fabricante,
Chegando a superar Yprês e Gante.
Tirar-lhe alguém na igreja a precedência
No beijo da relíquia era imprudência,
Porque ela abandonava as boas maneiras
E perdia de vez as estribeiras.
Em sua vida digna e benfazeja
Cinco vezes casara-se na igreja —
Fora os casos de sua juventude
(Falar disso, porém seria rude).

A mulher de Bath é um dos Contos de Canterbury. Chaucer narra a história de vinte e nove peregrinos que saem de Londres rumo à cidade da Cantuária, a fim de visitar o túmulo de Tomás Beckett. Para que os peregrinos se distraiam e tornem a viagem mais amena, o Taberneiro sugere que cada um dos peregrinos conte duas histórias na ida e duas histórias na volta, e que a melhor história será por ele premiada com um lauto jantar. O conjunto dos peregrinos, que retrata num amplo painel da sociedade medieval, está composto por tipos variados, homens e mulheres de diferentes ofícios e originários dos diferentes extratos sociais. Participa deste grupo uma exuberante e alegre viúva. Alice conta a história de seus cinco maridos, das suas contendas com cada um deles e apresenta a sua receita infalível para um casamento feliz. As mulheres devem manter o comando da relação. Terminado o prólogo, conta-nos a sua história.

Era uma vez um jovem da corte do Rei Artur que caçava na floresta. Encontra uma donzela e num impulso violento arrebata-lhe a virgindade. O rei decide que o jovem deverá morrer decapitado. Dado o veredicto, a Rainha dá-lhe uma possiblididade de escapar com vida. Será poupado se for capaz de explicar a todos dentro de um ano e um dia o que é que as mulheres mais desejam.
O jovem não encontra nenhuma explicação satisfatória: para uns o que as mulheres mais desejam é casar, para outros, belas roupas e adornos, cortesia e adulação masculina, ou ainda o desejo de ser livres e fazer o que bem entenderem. O jovem desesperado, já no caminho de volta, teme pela sua vida.
Encontra na floresta uma velha que oferece a sua ajuda e sabedoria. Em troca ele deverá realizar-lhe um desejo. Sussurra-lhe a resposta em segredo e ele parte ao encontro da Rainha. Majestade, o que as mulheres mais ambicionam é mandar no marido, ou dominar o amante, impondo ao homem a sua sujeição. Vossa Majestade agora pode fazer comigo o que quiser: estou a seu dispor.
O jovem é absolvido pela Rainha. Neste momento a velha entra em cena e pede à rainha que seja feita justiça. Quer que o rapaz se case com ela. A Rainha e o rapaz concordam. O jovem chora sua desgraça e parte com a velha. E ela, no entanto, faz com que ele pense nos valores verdadeiros e na superficialidade das aparências. Pergunta-lhe o que ele prefere: que ela seja uma mulher feia e velha, mas submissa e fiel ou que ela seja jovem e atraente, mas que receba visitas em sua casa. O jovem resignado diz que confia na sabedoria da velha e que, certamente, ela poderá escolher o melhor para eles. Se ela pode escolher, ele concorda que é ela quem deve mandar? O jovem concorda. Então a velha beija-o e transforma-se numa jovem deslumbrante. Garante-lhe também que nunca usará da prerrogativa de lhe ser infiel.

sexta-feira, dezembro 21

As Mulheres segundo Feynman

Quase toda a gente leu Surely You're Joking, Mr. Feynman. No entanto quase ninguém se lembra de uma pequena secção intitulada You just Ask! Porquê? O conto anterior é apenas um resumo dessa secção. Esse livro ficou famoso pela história onde Feynman ensina a abrir cofres. Mas quem é que está interessado em abrir cofres?

Mulheres: um conto científico (epílogo)

Nesse outono estava a dançar numa festa da universidade com a irmã de um estudante de doutoramento quando me lembrei da Pam. Que tal se fossemos a um bar? Será que a lição do John também funcionava com um jovem de boas familias? Enchi-me de coragem e perguntei: olha, antes que eu te compre esta bebida. Vais dormir comigo esta noite? Ela respondeu que sim.
Nunca mais voltei a usar as lições do John. Não me dava prazer fazer as coisas daquela maneira. Mas não deixou de ser interessante saber que funcionava.

Mulheres: um conto científico (2)

Passei o dia a mentalizar-me: a miúda só quer a comissão das bebidas. Não tenho obrigação nenhuma de ser simpático ou comportar-me como um cavalheiro! Essa noite a Tamara acenou-me e apontou para a Pam. Sorri à moça mas não saí da minha mesa. Ela acabou por aparecer. Não lhe paguei a bebida. Foi-se embora. Via-a a dançar com um tenente da força aérea bem parecido. Olhava para mim enquanto dançava. Tentava fazer-me ciúmes. Ignorei-a. Começava a duvidar que a estratégia funcionasse.
Depois do show ela foi buscar o casaco e atirou a frase. Está-me a apetecer dar um passeio, alguém quer vir? Não podia ignorá-la sempre. Ofereci-me para a acompanhar. Sem demonstrar entusiasmo. Sempre era a primeira vez que saía do bar acompanhado. O tenente tinha desaparecido.Estava a fazer progressos. Fomos beber um café. Ela encomendou umas sandes mas tinha-se esquecido da carteira. Eu paguei-as. Estavamos quase a chegar à porta do hotel. Desculpa, gostava muito que subisses para beber outro café mas combinei com o tenente... Não a deixei acabar a frase: és pior do que uma puta!
O quê?!
Paguei as sandes e o que é que recebo em troca? Nada!!!
Eu devolvo-te o dinheiro!
Ok, devolve lá.
Apanhei-a no bluff. Surpreendida, lá descobriu a carteira e tirou uns trocos. Voltei para o night cub e fiz o relatório ao John: falhei, mas tentei recuperar...
Não te preocupes. Vais dormir com ela esta noite.
Mas ela está a comer o tenente!
Não te preocupes...
Duas horas depois, ajudava eu o John a fechar o bar quando apareceu a Pam.
Agarrou-me o braço e levou-me de volta para o hotel.

quinta-feira, dezembro 20

Mulheres: um conto científico

Eu ia àquele night club muitas vezes. A Tamara apresentava-me sempre a uma das dançarinas. Ela sentava-se na minha mesa, eu pedia umas bebidas e falavamos. Ela ia fazer o show e depois voltava. Os homens das mesas em volta invejavam-me. Depois ela dizia qualquer coisa do tipo: gostava que viesses ao meu quarto esta noite mas ... talvez amanhã.
Uma noite a Tamara apresentou-me a Gloria. Quando ela se levantava da mesa por qualquer razão acabava sempre por trocar umas palavras ou uns olhares com o mestre de cerimónias. Tratava-se de uma cumplicidade calma, não de um engate. Resolvi arriscar. Da vez seguinte que a Gloria se levantou passei pelo mestre de cerimónias e atirei: a sua mulher é muito simpática. Acertei. Ele achou que ela me tinha dito. Ficamos na conversa. Quando ela voltou, achou que ele me tinha dito. Depois do cabaret fechar fui até casa deles e assim nasceu uma bela amizade. Acabei por lhes perguntar porque é que a Tamara era tão simpática e me apresentava todas aquelas moças. A Gloria explicou-me: pouco antes da Tamara me apresentar a ti, disse-me: agora vou-te apresentar ao maior mãos largas cá do bar. Parece que tu da primeira vez que cá vieste pagaste uma rodada de champagne a toda a gente. Então era isso!
Confessei que andava meio frustrado. Como era possível que um tipo esperto como eu nunca tinha conseguido levar uma moça para a cama, quando tantos outros, que tratavam as moças abaixo de cão, o faziam sem qualquer dificuldade?

O John ficou de me dar uns conselhos. O problema fundamental é o seguinte: tu queres ser um cavalheiro simpático. Enquanto te comportares dessa forma, ela sabe como lidar contigo, conduz-te onde ela quiser. Como tal

1. Não te podes comportar como um cavalheiro em nenhuma circunstância.
2. Deves desrespeitar as moças.
3. Não lhes vais pagar NADA. Nem sequer um maço de cigarros até lhe perguntares se ela dorme contigo, ela responder que sim, e tu ficares absolutamente convencido que ela fala verdade.

uuhhhhh, isso pergunta-se?

quarta-feira, dezembro 19

>Porque é que o amor não entra nessa "equação económica"?

Caro Jaime,

por amor referes-te àquele sentimento sublime e profundo cujas causas são sempre um mistério mas que por algum motivo só surge nos gajos face às tipas de mamas grandes e nas gajas face aos tipos que as tratam mal?
Isto é uma equação, não é um caixote de lixo para mitologias infantis. Nem mesmo no Natal.
Um conselho: lá porque as gajas dizem que gostam que os homens sejam gays, digo, sensíveis, e tal, não quer dizer que elas ofereçam alguma coisa aos tipos que cumprem com esses preceitos. Já o deves ter observado muitas vezes. Uma ideia: se calhar, se uma coisa se repete frequentemente, é porque não é acidental.
As mulheres falam de amor como os Ingleses falam de sabão: Se ouvires o que eles dizem, parece que o inventaram, mas se vires o que eles fazem, parece que não sabem o que é nem para que serve.
Se queremos perceber as mulheres, pedimos-lhes que nos expliquem. Depois pomos o som em off e anotamos como de facto elas agem.
Isto não é ser misógeno, pelo contrário, eu ADORO as gajas. Mas se vais ter cascavéis como bichos de estimação convém que aprendas primeiro qual é o lado que morde. ;)

PS: Bate lá, Sofia, anda. Today is a good day to die! ;)

OMWO

sábado, dezembro 15

A Economia do Sexo

A Isabela escreveu recentemente vários posts condenando moralmente uma transação comercial que considera que é estabelecida de livre vontade entre dois adultos. Como é que a existência dessas transacções afecta os seus interesses?
A existência de prostitutas perturba significativamente a economia (não monetária) das transacções sexuais entre homens e mulheres. Se os homens que vão às prostitutas não o pudessem fazer, teriam de negociar sexo com mulheres não prostitutas. Aceitar as suas condições. Esse aumento da procura reflectir-se-ia no mercado das transações sexuais, afectando o comportamento de todos os homens, mesmo dos que não vão às prostitutas. O poder das mulheres aumentaria significativamente.
Até que ponto é que as nossas posições morais são influenciadas pelos nossos interesses?

PS: A economia trata de todas as interacções entre pessoas que envolvam bens escassos. Não se esgota nas transações monetárias nem nos bens tangíveis.

terça-feira, novembro 13

A mulher pergunta

Francesco Clemente, Selfportrait as a bengali woman. 2005

O homem responde.

domingo, julho 8

Igualdades

As tenistas conseguiram finalmente aquilo que reivindicavam há muitos anos: a igualdade nos valores dos prémios nos torneios do Grande Slam. Convém realçar que prémios iguais para ambos os sexos favorecem objectivamente as mulheres. Normalmente um jogo de ténis realiza-se à melhor de três sets. Os jogos de Grand Slam dos homens realizam-se à melhor de cinco. Quer isto dizer que os homens são obrigados a jogar aproximadamente o dobro do tempo das mulheres para ganharem o mesmo. Como estes torneios se realizam ao longo de duas semanas, em vez de uma, as mulheres podem facilmente jogar em pares e pares mistos, ganhando um dinheirinho extra.
Porque é que os homens não se queixam?
Porque as marcas que eles representam não deixam.
Dava mau aspecto.