domingo, janeiro 15

Souto Moura, jogador de Xadrez

Souto Moura adia para sexta-feira as explicações na AR. Porquê? Porque assim será mais difícil demiti-lo até lá. Entretanto Cavaco ganha as eleições e Sampaio já não se sente com legitimidade para nomear o novo PGR. A partir daí, o PS deixa de ter interesse em demitir Souto Moura. Demitir Souto Moura uns meses antes do fim do mandato é tremendamente importante por um único motivo: permitir que a discussão do nome do PGR da cohabitação seja feita com Sampaio.
Vai uma aposta que a pressão sobre o PGR vai aumentar imenso nos próximos dias, mas o PS deixa cair o assunto no Day After?

Não percam o post sobre o PGR da Grande Loja do Queijo Limiano.

10 comentários:

Einheriar - Armada Viking disse...

não se descarta esta teoria... por mais estranha que seja, poderá ser a estratégia já definida há algum tempo... neste momento Souto Moura, aparece como uma peça de xadrez com alguma relevância, mas talvez não passe de um peão...
gostei do blog, não conhecia, vou adiciona-lo

/me disse...

Infelizmente, faz sentido...

on disse...

Que fique bem claro: a política é feita de jogos. É perfeitamente razoavel que Souto Moura também jogue. E não estar a jogar sujo...

Imperial disse...

mas a jogada contra PGR terá sido bem pensada? Se queriam mesmo correr com ele, nao deveriam ter pensado nisto mais cedo?

O PS quer mesmo a saída do PGR? Ou quererá um PGR sem muito mais margem de manobra para agir [como é o caso] ?

on disse...

Agora antes das eleições era a altura ideal. As pessoas andam distraídas com outras coisas. Noutra altura era mais arriscado. As pessoas podiam lembrar-se da pedofilia, do caso dos bancos, do apito dourado...

O PGR já não tinha grande margem para agir. Parece-me que o essencial é não ter o Cavaco a chatear quando forem nomear o arquivador geral.

Note-se que eu tenho azia ao Cavaco.

Carlos Indico disse...

O cheiro a esturro está fortíssimo.
Nenhum jornal, nenhuma TV, nenhum sindicato está a falar verdade. Sabem-na, mas não dizem.É uma guerra subterrãnea,e as horas estão a ser contadas uma a uma. Algo MMUUIITTOO importante está em jogo. Cavaco quer este PGR, Sócretes não. Porquê? De certeza que muita gente está amedrontada. As informações e comunicações são de uma indigência absoluta.
O PGR manda quem investigar?Investiga-se em 3 ou 4 dias algo desta dimensão? O 24 publicou agora porquê? A PT mandou inocentemente disketes com "filtro"????????
Afastem-se do vulcão, muita lava a ferver vem aí. Já agora, quem controla A PGR,não estou a falar no Souto que acho que numca riscou nada.

comentador disse...

Basta!
As exigências que impõe o dever de reserva - dever complexo na relativa antinomia entre a fluidez de perímetro e a finalidade inafastável como dever instrumental da imparcialidade objectiva - transportam consigo, no rigor das coisas, um corte na plenitude da cidadania no plano da expressão pública de sentimentos.
Não obstante, em questões essenciais, há sentimentos cuja manifestação o dever de reserva não pode impedir. A liberdade (melhor, o dever) de intervenção e de opinião ficaria, então, reduzida a limites constitucionalmente intoleráveis.
Seja-me permitido, por isso, manifestar um sentimento intenso de radical desencanto com o ambiente surrealista dos acontecimentos dos últimos dias - em que uma vez mais, e logo antes de tudo, se pretendeu amarrar ao pelourinho a justiça e as suas instituições.
Não ponho em causa a gravidade - objectiva - dos factos numa primeira e liminar abordagem.
Mas tenho o direito de cidadania de sentir uma profunda desilusão pelo modo de reacção.
Pela agitação, apriorística e de pré-comprensão imediatista de factos (ou supostos factos), na dependência da agenda de certa imprensa e ampliada pela comunicação.
Pelas pré-conclusões de primeira aparência, em inversão de valores na abordagem institucional.
Pela imediata insinuação sobre responsabilidade de servidores das instituições judiciárias, em desconfiança prévia e brutal sobre a regularidade das suas actuações.
Pela leveza insustentável - sim, é isto mesmo a insustentável leveza - com que parecem retirar-se conclusões antes da averiguação sobre os factos, apresentadas como pressupostos quanto à necessidade, natural e urgente, de esclarecimento completo.
Tudo isto tem objectivamente como efeito o risco de dissolução do Estado e das suas instituições fundamentais.
E aqui a comunicação também tem deveres e responsabilidades que lhe são impostos pela sua missão de interesse público.
Basta!


Publicado por A H Gaspar in Sine Die

on disse...

O ataque que está a ser feito A Souto Moura é essencialmente um ataque à instituição PGR: Se o próximo PR não tomar medidas para dignificar o cargo, nem que seja só por querer complicar a vida ao PS, o cargo está ferido de morte.

Trata-se de uma questão de regime.

CondeDálmada disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
CondeDálmada disse...

Faz todo o sentido a tese.
Vou passar aqui com maior frequência e criar um link vosso no meu pequeno Universo.