terça-feira, junho 19

segunda-feira, junho 18

sábado, junho 16

Vão acabar as religiões?

Quem pergunta dá a resposta:)

Perguntas inevitáveis



Helder Sanches propõe um debate interessante no seu blogue. Aqui fica uma pequena contribuição.
É quase inevitavel que cada ser humano se pergunte o que é que acontece depois da morte, que princípios morais deve seguir, que sentido dar à sua vida, onde arranjar energia para ultrapassar as dificuldades da vida, como encontrar outros seres humanos com que partilhar as suas alegrias e desventuras. Uma religião é uma espécie de pronto a vestir onde se pode encontrar respostas para estas perguntas e rituais que nos ajudam a ultrapassar os momentos de fraqueza. Claro que há um preço a pagar por estas benesses.
Um ateu é alguém que compreende as desvantagens do pronto a vestir e prefere pensar pela sua cabeça. Acontece que proclamar-se ateu não é o final de um caminho, mas o princípio. A inevitabilidade da confrontação com as questões referidas acima (ou de as bloquear) leva muitos de nós a cair numa pseudo religião pouco depois de nos libertarmos da religião:
-Dedicamo-nos ao estudo dos ovnis.
-Seguimos um guru que advoga a meditação transcendental.
-Passamos a ser fanáticos do Benfica.
-Criamos um odio de estimação à nossa religião preferida.
-Entramos para a Maçonaria.
-Gastamos o nosso dinheiro em consultas à abelha Maya ou ao professor Karamba.

É muito dificil não cair no lume quando se salta da frigideira. Muitos dos que abandonam uma religião acabam por abraçar uma pseudo-religião. Procurar respostas genuinas às questões de que falei é um caminho arduo mas que vale a pena seguir. Não seria mais util que os blogs ateus gastassem um pouco menos de tempo a cascar na padraria e o usassem para discutir estas questões?
Não me dedico por aí além à propaganda anti religiosa porque se convencermos uma pessoa a abandonar uma religião tradicional o mais provavel é ela acabar por ser presa de algum culto ainda pior. Poucos são capazes de pensar pela sua cabeça e estão dispostos a fazer o esforço. As religiões existem desde sempre e não vão acabar este século.
Não posso deixar de mencionar o facto de haver algumas pessoas que, permanecendo dentro de uma religião organizada, tentam apesar de tudo pensar por si próprias. Seria mais esperto tentar dialogar com elas do que hostilizá-las.

sexta-feira, junho 15

Depois da Rosa, a Roseta?

Depois da candidatura de Manuel Alegre ter ultrapassado em votos a de Soares, é agora a vez de Helena Roseta anular qualquer hipotese de o PS ter maioria absoluta na Camara de Lisboa. Se o PS fizer mais meia dúzia de asneiras, criam-se as condições para um grupo de dissidentes de esquerda do PS ir a votos. Lá se ia a maioria absoluta de Sócrates...
Eu até nem gosto da ala romantica do PS, e a instabilidade que um novo partido poderia causar no sistema político podia sair-nos muito caro. Mas lá que tinha graça, tinha.

quarta-feira, junho 13

Liberalismo de Esquerda

A esquerda tradicional é voluntarista. Tem uma utopia a propor, ou a impor. Preocupa-se muito com a distribuição da riqueza, menos com a sua criação. A esquerda não perde tempo a tentar entender a forma como a sociedade funciona. Prefere debater como deveria funcionar.
A direita tradicional é individualista. A maioria ds seus defensores preocupam-se em criar riqueza (para si próprios). Preocupam-se em compreender alguns dos mecanismos do funcionamento da sociedade e da economia para daí tirar proveito pessoal.
A esquerda acabou por aceitar que a economia planificada não funciona. Nunca se preocupou em perguntar porquê. Deixou de contestar o mercado, mas limita-se a tolerá-lo, contrariada.
O Capital começa com a teoria do valor. Marx procura atribuir a cada mercadoria um valor intrinseco (justo), a quantidade de trabalho acumulado na mercadoria. Nalguns casos extremos uma mercadoria poderia ser vendida por uma quantidade de dinheiro superior ao seu valor. Um copo de agua no deserto, por exemplo, pode valer mais que o seu peso em ouro. Mas estes são casos extremos que poderíamos em geral ignorar.
A teoria do valor é aparte mais nebulosa da teoria económica de Marx. Na verdade, não faz qualquer sentido. Nos anos setenta alguns economistas de esquerda como Charles Bettelheim compreenderam que o grande problema de uma economia planificada é não haver um mecanismo para atribuir preços às mercadorias. Os principais problemas da economia sovietica (bichas interminaveis para comprar alguns bens, excesso de produção de outras, baixa produtividade) não podiam ser imputadas exclusivamente à corrupção dos membros do PCUS. Tinham mais a ver com a ignorância das leis do mercado.
O Liberalismo de esquerda começa com a aceitação de que existem leis economicas com o mesmo estatuto das lei da gravitação universal. Se as ignoramos, pagamos um preço demasiado elevado. O mundo não vai ser como nós gostaríamos que fosse. Vamos procurar usar as leis da economia para chegar tão perto de uma sociedade mais justa e com mais oportunidades para todos quanto possível.

segunda-feira, junho 11

Aceitámos o Egoísmo

Fazer um aborto é o acto egoista por excelência. Negar o direito ao aborto é uma das formas mais visiveis de querer obrigar os outros a serem bons. Nunca veio nenhum bem ao mundo de tentar tal coisa. O último referendo mostra que demos mais um passo no sentido de não nos metermos todos os dias na vida dos outros.

sexta-feira, junho 8

O elogio do egoísmo

Peço desculpa a algum eventual leitor deste blog por estar aqui a repisar ideias velhas de séculos. A vida é um eterno retorno. Diz a MC que o egoísmo é o mal. O egoismo é o motor da sociedade em que vivemos. Não vou repetir aqui tudo o que lá disse.

sexta-feira, junho 1

Estatísticas


Ao longo dos últimos três meses este blog duplicou a sua audiência. A estratégia que permitiu um tão grande êxito foi bastante simples: não publicar absolutamente nada. Posts como este, por exemplo, só servem para perder audiencia.
Uma análise um pouco mais séria permite concluir que a maior parte dos vistantes vem cá através do Google images. Razão provável do aumento do tráfico: uma muito rápida expansão da internet no Brasil nos meses mais recentes.
Se conseguir chegar à respeitavel média de cem visitas por dia, isso quer dizer que cada post é lido em média por uma dúzia de pessoas...

quinta-feira, maio 31

Crisis, What Crisis?

Somos um dos dez países mais seguros do mundo.

...mas no campeonato dos menos corruptos, não estamos assim tão bem classificados.

quarta-feira, maio 30

Em defesa da Pedofilia ?

O Supremo Tribunal de Justiça tem sido atacado nos ultimos dias por ter reduzido a pena a um pedófilo. Cometeu o Supremo o crime de considerar que violar uma criança de cinco anos não é o um crime da mesma gravidade de ter sexo consensual com uma criança de treze. Sem pôr em causa o facto obvio de ambos os crimes serem muito graves e de ambos merecem penas pesadas. Trata-se de uma não notícia. Dar uma não notícia só por si já é algo estranho. É mau jornalismo ou tem segundas intenções. Alguns meios de informação foram muito mais longe. José Rodrigues dos Santos, por exemplo, tratou o assunto de uma forma extraordináriamente agressiva no Telejornal de ontem.
Comecei por ficar perplexo perante tal campanha. Acontece que o comportamento humano costuma ter explicações. Há que procurá-las. É sabido que qualquer pessoa que tente falar contra um jornalista num programa televisivo é imediatamente silenciado pelo jornalista (censor ?) de serviço. Recentemente os jornalistas deram mais um passo em frente na sua campanha de conquista do poder.
O Público perdeu no Supremo uma caso com o Sporting. Tendo transitado a sentença em julgado nada mais lhes restava do que baixar as orelhas e aceitar a verdade. Ciente do seu poder e sabendo poder contar com o apoio dos outros orgãos de comunicação social o Público distorceu uma parte do acordão e pretendeu que o Supremo tinha dito que o Público fora condenado apesar de dizer a verdade porque havia que apesar de tudo defender o bom nome do Sporting. O Supremo desmentiu a interpretação do Público, tendo o seu desmentido sido ignorado. Podem ler aqui aqui mais detalhes sobre a historia ou fazer uma busca no Google para tirar as vossas conclusões.
Tendo o Supremo Tribunal de Justiça tido o desplante de afrontar o Quarto Poder, há que desacreditá-lo por todos os meios. A acusação de defender pedófilos é a próxima mentira que se vai tornar verdade à custa de ser repetida tantas vezes quantas for necessário. Todo o poder corrompe e o poder excessivo dos jornalistas também está a corrompê-los. Cabe-nos a nós bloggers tentar controlá-los. Na medida do possível.

PS: No link do Público referido acima pergunta-se se achamos o artigo interessante. Achei a notícia totalmente irrelevante. Não podia porém exprimir a minha opinião. No site do Público, só se pode dizer bem.

Versão integral do Acordão.

Rigor

António Costa é provavelmente o político mais sólido da sua geração. É um homem inteligente e não cometerá erros gritantes se chegar a presidente da camara. É-me porém dificil aceitar que fale de rigor alguém que usa como argumento contra a continuação do aeroporto de Lisboa o facto de este não ser necessário depois da construção da Ota. Não poderíamos usar o argumento ao contrário? Não será a anexação da pista do Figo Maduro, actualmente a ser subutilizada pelos militares, e a construção de de um aeroporto perto de Lisboa para as empresas low cost um bom argumento para não embarcar em projectos faraonicos? Será que dez anos de rigor ao nível de todas as autarquias portuguesas chegam para pagar metade da Ota?
O argumento de António Costa segundo o qual necessita de uma maioria de vereadores para poder ser agir e como tal poder ser responsabilizado pelo que fez ou não fez é pouco rigoroso. A camara pode perfeitamente sobreviver com um executivo minoritário. Uma vez eleito o presidente, quem lhe pode realmente bloquear a acção é a Assembleia Municipal. E essa, já foi eleita. O incremento recente do nível de autismo dos membros do governo torna um voto no PS nas próximas eleições autarquicas um acto extremamente perigoso. Para o governo e para quase todos nós.

terça-feira, maio 29

Ir à missa

Amanhã vai haver greve geral, li num blog.
Não será cada vez mais a greve um acto liturgico?
Fazer greve por um dia, quando não se trabalha num sector nevralgico, terá verdadeiramente consequências?
Qual é o sentido de fazer greve quando por exemplo se trabalha numa empresa prestes a fechar as portas?

quarta-feira, janeiro 31

Abarrotes

A avenida Emiliano Zapata é uma fila interminável de "garagens" ocupadas porta sim porta não por lojas de abarrotes. Lojas onde se vende tudo e nada, embora as soft drinks ocupem sempre um lugar de destaque. As restantes portas são ocupadas com restaurantes, dentistas, lojas de reparação de televisões e tudo o mais que possamos imaginar. A loja da foto é o modelo de luxo.
O taxi despejou-me no hotel, um edificio de cinco andares acabado de construir que destoava da paisagem. O meu primeiro contacto com o México foi um pequeno choque. Depois deixei de estranhar os minibus sem amortecedores que faziam de autocarro. No último dia da conferencia até deu para visitar o centro histórico. A cruz quadrada suspensa do tecto dá à catedral de Cuernavaca uma intensidade dramática única. O fogo que destruiu o seu interior só contribuiu para a tornar ainda mais bela.
O mais importante de tudo foi o privilégio de andar uma semana de manga curta, o que vale todas as riquezas do mundo. E ver pessoas que parecem ser muito mais felizes do que nós outros, que parece que andamos sempre a inventar algo de que nos queixar.

sábado, janeiro 20

Nunca entraria para um clube que me aceitasse como sócio ... mas podem contar com todo o meu apoio.

Não abortem

o pouco de racionalidade que ainda nos resta. Caramba, são só mais três semanas.

quinta-feira, janeiro 18