sábado, maio 29

The strugle to be good is overrated...

É claro que há toda uma série de medidas que podem minorar o problema do desemprego. É claro que melhorar a Justiça e a Educação aumenta a competitividade e potencia o crescimento económico a médio prazo. Isso não altera o essencial: uma política económica virada para promover o crescimento e combater a besta negra que retira às pessoas o seu amor próprio não funciona.

5 comentários:

on disse...

Tentar ser bom também não dá assim tantas garantias de o conseguir. Se a igreja católica (a hierarquia e os leigos) pusessem menos enfase na procura do bem e dessem mais importância a fazer por não ignorar o nosso lado negro, talvez houvesse menos pedófilos.

Anónimo disse...

What about the struggle to be the best, in your field?

MC disse...

Pois não! Mas que tal responder ao comentário anónimo?

Carlos Albuquerque disse...

On

O catolicismo não pretende "tentar ser bom". Parte antes da constatação que o homem não é livre para ser bom e só Deus pode devolver-lhe essa liberdade.

on disse...

Carlos,

em qualquer religião viva são enviadas várias mensagens, complementares umas vezes, contraditórias outras, por e para diferentes pessoas, em diferentes comprimentos de onda.

Tu referes-te a uma mensagem mais profunda. Mas as outras também são emitidas e também fazem parte da "verdade" da religião.

A maior parte das pessoas dos dois lados da trincheira sabe que o aborto, seja em que idade do feto ocorrer é sempre algo no mínimo muito triste que deveríamos a todo os custo evitar. O problema é que uns acham-se no direito e na obrigação de obrigar os outros a serem bons. Os outros são pela liberdade de errar.

A mensagem que a igreja me envia implicitamente quase todos os dias através dos actos que pratica é:
se nós pudessemos, obrigavamos-te a ser bom, quer tu queiras, quer não queiras.

A mensagem que tu salientas, duvido que a maioria dos cristãos a compreenda verdadeiramente. Mais que não seja porque não dão mostras de a viver. Como é que tu a interpretas? Melhor, como é que a vives?

Para mim a seguinte variante faz montes de sentido:

O homem não é capaz de se completar sem a ajuda de Deus.

Completar começa por ser capaz de integrar o seu lado negro e depois outras coisas.

Só conhecendo o nosso lado mais diabólico podemos ter a esperança de evitar o seu efeito sobre os nossos filhos e todos os outros que nos são mais próximos.

Falta dar um sentido à palavra Deus. Mas isso resolve-se.