segunda-feira, maio 25

As aventuras de Psyche 1

Algures num reino muito distante uma rainha deu à luz a sua terceira princesa. Os ventos espalharam pela terra o quanto era impossível explicar por palavras a beleza, a inocência e a virginalidade de Psyche. Dizia-se até que um dia ela acabaria por destronar a deusa Afrodite no coração de todos os homens.
As qualidades que levavam os homens a venerá-la acabavam também por os intimidar. A idade do casamento aproximava-se e nenhum pretendente surgia. O rei achou por bem consultar um oráculo. Invejosa e vingativa, Afrodite levou o oráculo a determinar que só a Morte poderia desposar Psyche. Ela deveria ser deveria ser acorrentada a uma rocha no topo da mais alta montanha do reino, onde ficaria à mercê da mais horrível das criaturas.
Ninguém se atrevia a não respeitar a decisão do oráculo. Afrodite não se deu por satisfeita. Ordenou ao seu filho Eros que atingisse Psyche com uma das suas flechas momentos antes do monstro a despedaçar. A sua vingança só seria completa se a virgem se entregasse ao monstro. Quando preparava a flecha, Eros feriu-se nela. Nem ele próprio escapa à sua magia. Apaixonado por Psyche, Eros pede ao seu amigo, o Vento de Oeste, que a liberte e a leve para o Vale do Paraíso.
continua

2 comentários:

on disse...

Mitos que sobreviveram milhares de anos, como este, permitem-nos aprender algo sobre a nossa psyche. Assim os saibamos ouvir.
Este mito fala-nos do casamento. Do confronto entre a sogra e a nora. Da nora que vai suplantar a sogra na vida do seu conjuge. Afrodite não vai abandonar o seu lugar sem luta. A certa altura das suas vidas uma mulher pode descobrir que há dentro de si uma Afrodite que lhe era completamente desconhecida. Para a nora esta é uma prova dificil, mas também uma oportunidade para chegar à maturidade.
Em algumas tribos africanas a noiva deve chegar ao casamento cheia de feridas e e cicatrizes. No casamento celebra-se a morte de uma fase da vida da noiva. Que renasce, em geral com um outro nome.

Sofia disse...

Que se livre qualquer Afrodite de se atravessar no caminho das minhas meninas! Desfaço-a em dois tempos.