domingo, março 1

Ajudar o Sol


Os indios Pueblo vivem naquilo a que hoje chamamos Novo México e Arizona. Resistiram mais do que muitas outras tribos ao contacto com a nossa civilização, evitando a destruição de todas as suas referências e a queda no alcoolismo. Para isso contribuiu bastante o facto de manterem a sua religião tão secreta quanto possível. Quando o psicanalista Carl Jung os visitou conseguiu ser objecto de algumas confidências que ajudaram a compreender melhor a sua psicologia. Só os rituais realizados pelos pueblos permitiam que o Sol continuasse a levantar-se todos os dias. Não o faziam apenas em proveito próprio mas tendo em vista o bem de toda a humanidade. A crença ingénua neste mito permitiu a estas pessoas manter as sua auto-estima intacta durante mais umas décadas.
Vale a pena acreditar nesta ilusão? Claro que sim, se formos capazes. Durante grande parte das nossas vidas podemos esquecer que a nossa personalidade é apenas a ponta de um iceberg que se eleva do nosso inconsciente. Estamos demasiado ocupados com as nossas carreiras profissionais, com a criação dos nossos filhos. É facil ignorar outras coisas. Ou parece. Na verdade não sobra tempo ou energia. Quando se dobra os quarenta começa-se a pagar um preço por esse esquecimento, embora seja sempre possível prolongá-lo por mais uns tempos. É a altura para relembrar caminhos que começamos a percorrer na adolescência e logo abandonámos. Li estas coisas nos livros, sentia-as, agora começo a vê-las surgir à superfície na vida dos meus amigos.
Várias coisas nos separam dos pueblos. A luz eléctrica, que nos permite manter à noite o ritmo frenético do dia, tornando mais dificil manter o hábito de restabelecer todas as noites o equilíbrio perdido durante o dia. A televisão, o ópio do povo. A nossa crescente sofisticação, que não permite a muitos de nós aceitar o primeiro mito que nos propõem. A pobreza da nossa ignorância.
Se em certas épocas da vida o inconsciente nos bate mais à porta, verdade é que tal acontece todos os dias. Alguns mitos classicos sobreviveram o passar dos tempos. São os nossos últimos instrumentos para manter esse equilíbrio. O amor romantico é um deles, representado em mil lendas, em metade dos filmes e em todas as telenovelas. A sua importância inflaciona cada vez que mais um mito cai. Não se pode esperar que chegue para todas as encomendas. É por isso que a culpa é do outro. As relações amorosas cada vez são mais instaveis porque se lhes pede que por si só mantenham todos os nossos equilíbrios. Obviamente, tal não é possível.
Outro mito é o da eterna juventude. Não sobram muitos mais. Um edifício em equilíbrio instável. Salve-se quem puder.

quinta-feira, fevereiro 26

Quatro anos de crise

Um blog é entre outras coisas um diário das nossas opiniões. Parece que quando este blog surgiu, há quatro anos, já a crise tinha começado. Espero que dure mais do que a dita cuja. Não vai ser fácil.

segunda-feira, fevereiro 23

Livrarias

Durante a minha adolescência havia vários lugares fetiches em Lisboa. O Estúdio, um mini cinema por cima do Império, ao pé do Técnico. Por lá se viam todos os Bergman's e Kubrik's da época. Havia as lojas da Avenida de Roma. Sobretudo, havia a Buchholz. A Buchholz era a única livraria de Lisboa onde se podia vislumbrar as obras completas do Freud, os filósofos, tudo. Mas o que tornava a Buchholz especial era a velha. A brucha. Havia duas teorias:
- A senhora era judia. Tinha passado anos num campo de concentração nazi. Agora vingava-se nos miudos que só lá compravam um livro de vez em quando.
- A senhora era uma nazi fugida a seguir ao fim da guerra. Dirigia a Buchholz como se fosse a sua antiga ala de Birkenau.
A livraria da Duque de Palmela tem dois andares. No andar de baixo podia-se folhear livremente os livros. O andar de cima era o reino da velha. Era lá que estavam os livros interessantes, que nos iam resolver todos os problemas filosóficos. Assim nós pudessemos ler os indices. Alguns dos meus amigos eram mais afoitos e liam umas páginas. Até ao dia em que ela pôs na rua o senhor do sobretudo de pelo de camelo que teve o desplante de lhe responder.
Voltei hoje à Buchholz. Já não tem o mesmo carisma. Falta a tal senhora. Sobretudo, faltam os livros. Nada mais triste numa livraria do que uma estante vazia. A internet acabou com as livrarias. Resta a FNAC, para as coisas mais simples. Não devia ser assim? Só comecei a comprar sistematicamente livros pela net depois da minha última encomenda, vai para uns dez anos. Voltei lá quinze dias depois: que não me preocupasse, já tinham tratado de tudo. Mais três semanas: olhe, qual era mesmo o nome do livro? Dois meses depois: má cara por eu não me lembrar do nome do dito cujo.
A Biblos abriu vai para um ano, ao pé das Amoreiras. Grande e bonita. Esqueceram-se dos livros. Parece que vai a caminho da falência.
Onde é que eu meti mesmo o cartão visa?

sexta-feira, fevereiro 13

O Príncipe e o Mágico

Era uma vez um príncipe que acreditava em tudo menos em três coisas. Não acreditava em ilhas, não acreditava em princesas, não acreditava em Deus. O seu pai, o rei, disse-lhe que tais coisas não existiam. Como não existiam princesas nem ilhas no reino do seu pai, nem qualquer sinal de Deus, o príncipe acreditava no seu pai.
Um dia o príncipe saiu do palácio e viajou até ao reino vizinho. Aproximou-se do mar e, para seu grande espanto, avistou ilhas e estranhas criaturas que não ousou nomear. Quando procurava um barco para tentar visitar a ilha mais próxima, avistou um homem que passeava na praia envergando um manto.
São verdadeiras aquelas ilhas? -- perguntou o jovem príncipe.
Claro que são verdadeiras! respondeu o homem do manto.
E que criaturas são aquelas?
Claro que são princesas!
Então Deus deve existir! -- gritou o príncipe.
Eu sou Deus! -- respondeu o homem do manto, fazendo uma pequena vénia.
O jovem príncipe voltou ao seu palácio tão rápido quanto pôde.
Então voltastes! -- exclamou o rei seu pai.
Vi ilhas, vi princesas, vi Deus! -- respondeu o jovem príncipe.
O rei não se deixou afectar pela exaltação do príncipe:
Não existem nem ilhas, nem princesas, nem Deus!
Eu vi-os!
E como estava vestido Deus?
Deus usava um manto...
E podias ver os seus sapatos?
Não...
O rei sorriu. Esse é o uniforme dos mágicos! Foste enganado...
O princípe abandonou o palácio e voltou o mais rápido possível ao reino vizinho. Voltou a encontrar o homem do manto.
O meu pai, o rei, disse-me quem o senhor é. Não me voltará a enganar! Agora sei que as ilhas e as princesas não são reais porque o senhor é um mágico!
O homem do manto sorriu.
No reino do teu pai existem muitas ilhas e muitas princesas. Só não as vês, meu rapaz, por causa do feitiço que o teu pai te lançou!
O príncipe voltou a casa imerso nos seus pensamentos. Olhou o seu pai, o rei, nos olhos e perguntou:
Pai, é verdade que não és um rei, mas sim um mágico?
O rei sorriu. Levantou-se e deixou que o seu manto lhe tapasse os pés.
Sim, meu filho, sou apenas um mágico.
Então o homem da praia é Deus?
O homem da praia é apenas um mágico.
Eu preciso de saber a verdade, a verdade por detrás da magia!
Não há verdade por detrás da magia...
Profundamente infeliz,o jovem príncipe anunciou que não podia aceitar tal situação, só a morte o podia libertar.
O rei estalou os dedos e apareceu a Morte. A Morte permaneceu à porta, mas acenou ao príncipe.
O príncipe estremeceu. Lembrou-se das belas princesas irreais que viviam nas belas ilhas que não existiam. Muito bem. Acho que posso suportar a situação.
Muito bem, meu filho. Tu também, começas a ser um mágico.
The Magus, John Fowles.

sexta-feira, fevereiro 6

Prós e Contras

Assisti na segunda-feira a uns minutos do Prós e Contras sobre o caso Freeport. Dum lado estavam um ex-secretário de estado envolvido no processo e várias pessoas com posições próximas dele. Do outro lado pessoas que estavam longe de se lhes opor. Para variar, a apresentadora estava equidistante dos dois lados. Havia alguém do contra? Bem, apareceu alguém da audiência, com direito a uma breve intervenção.
Muito se fala sobre a importância da presunção da inocência, de respeitar o segredo de justiça, de evitar julgamentos na praça pública. Vale a pena reflectir um pouco sobre este tema.
É muito difícil combater a corrupção. Há no entanto uma série de medida bem longe de serem originais, que complicariam a vida a alguma gente. Que tal todos os cidadãos terem de actualizar ano após ano a lista dos seus bens e explicar os aumentos de património em função dos proventos declarados?
Será assim tão drástico considerar que qualquer deputado honesto tem a obrigação de propor uma lei destas na assembleia da república? Esperar que qualquer partido político decente deveria ter uma proposta destas no seu programa? Seria assim tão maledicente dizer que quem não o fizer é suspeito até prova em contrário?
Num país tão pequeno, onde as instituições vivem sobre a pressão asfixiante das pessoas importantes, não será dever patriótico de qualquer membro da polícia judiciária ou do ministério público deitar cá para fora todas as informações que possam contrabalançar essas pressões e dar aos processos uma chance de chegarem ao seu termo?
Será nosso dever de bons cidadãos esperar pelas decisões dos tribunais antes de formarmos uma opinião sobre a inocência ou culpabilidade de alguém, quando os tribunais funcionam à velocidade do caracol e um bom advogado pode atrasar as decisões quase indefinidamente? Será nosso dever não termos uma opinião sobre a decisão de um colectivo de juízes, esquecendo todos os detalhes do processo que nos deram voltas ao estômago?

sábado, janeiro 24

Da Natureza da Verdade


Pessoas diferentes acreditam em visões diferentes do mundo.
Sempre houve uma oposição entre a visão conservadora e visão da esquerda. Ao longo dos tempos cada lado teve as suas vitorias e as suas derrotas. Já ninguém defende a escravatura, ninguém põe em causa o direito das mulheres a estudar e a votar. Já ninguém defende certas utopias da esquerda, como a abolição pura e simples do mercado.
Existia uma verdade que nós fomos pouco a pouco descobrindo, ou essa verdade foi construida?
Em última análise os consensos que foram entretanto estabelecidos que podem no futuro vir a ser invalidados?
Sempre que dois grandes grupos de uma sociedade têm posições diferentes sobre um tema, a verdade pode estar de um dos lados? Ou é uma sintese imprevisível entre os dois extremos?
Tem sentido falar na verdade?

Particularizando:
Se Deus existe, os ateus são um imbecis que perderam totalmente o sentido da vida.
O mesmo aconteceu aos que apostaram na religião errada?
Se Deus não existe, todos os crentes são uns idotas que desperdiçaram o melhor das suas vidas?
Qualquer das hipoteses é trágica!

Existe uma outra perspectiva para analisar esta questão?
Qual?

quarta-feira, janeiro 21

A Economia do Sexo

Mais uma contribuição para tão importante tema.

S.A.R.L.

O João Pinto e Castro lembra que a história da Islândia não é nova, antes pelo contrário.

domingo, janeiro 18

Coitada, casou com um árabe


O Jahid é descendente de uma família de políticos marroquinos que decidiu ser matemático. Conheceu a Consuelo num daqueles institutos internacionais onde as nacionalidades se esbatem. Arranjaram os dois um posdoc em Lisboa e passaram a viver juntos. Um ano depois resolveram casar, em Rabat. Segundo a lei marroquina, ou muçulmana - não faço ideia, cada casamento é um caso, dando origem a um contrato que é negociado pelos cônjuges ou pelas suas famílias. Acordado os termos gerais do contrato com semanas de antecedência havia que acertar os últimos retoques da negociação na noite da véspera. De acordo com as regras, o noivo estaria presente e a noiva seria representada por um familiar. Os especialistas explicaram à família da noiva que o acordo a que tinham chegado era demasiado liberal e como tal não podia ser aceite. Um truque que deviam estar a usar pela n-ésima vez. Na véspera do casamento a noiva está num estado de especial fragilidade...
Resposta da Consuelo: muito bem, não há casamento. Uma das razões principais porque eles se iam casar, para além de estarem apaixonados, era arranjar um passaporte comunitário para o Jahid, que nos tempos pós 11 de Setembro tinha a vida ainda mais complicada cada vez que queria viajar. Por outro lado o cancelamento do casamento era um escândalo terrível. Quando a família do Jahid resolveu voltar atrás já era muito tarde. Agora era a Consuelo que não aceitava os termos anteriores. Podia-se voltar a considerar a hipótese do casamento se ela pudesse estar presente na discussão de um novo contrato, bem mais liberal que o primeiro.
Coitado no Jahid, que não teve nada a ver com esta história. Hoje a Consuelo, o Jahid e a sua filha vivem felizes no México. Quem manda lá em casa é a Consuelo. O Jahid sempre soube que assim seria.

É claro que este caso é a excepção que confirma a regra. À partida não veria com bons olhos que uma filha minha se casasse com um muçulmano? Certamente que não. Mas depois logo se via. Ela não se ia casar com um católico ou um muçulmano mas sim com um homem (ou uma mulher, sei lá). Espera-se de um cardeal algo mais do que uma boca à Alberto João Jardim. Se um senhor não tem algo mais profundo do que isso para nos dizer, mais valia estar calado. Estava num casino? O Cristiano Ronaldo é um míudo de 23 anos que só pretende saber jogar futebol e engatar umas míuda. Está sob escrutínio permanente de todos os seus actos. Pode-se pedir um tratamento especial para um senhor que se considera um modelo a seguir e que todos os dias nos diz o que como nos devemos comportar? É claro que não.
O que é pior: a traição de uma certa esquerda que faz por esquecer as violações constantes dos direitos humanos nos países muçulmanos, ou a leviandade de sua eminência? Desta vez tenho de ficar do lado do senhor Policarpo.

quarta-feira, janeiro 7

segunda-feira, janeiro 5

domingo, janeiro 4

Os caracóis e as carpas têm cornos

os caracóis e as carpas têm cornos
vês, eu não te dizia?
as carpas e os caracóis não têm cornos
vês, eu não te dizia?
as caracoias e os carpos têm cornos
vês, eu não te dizia?
os carapoicos e os parcos não têm cornos
vês, eu não te dizia?
as carapaias e os porcos têm cornos
vês, eu não te dizia?
os caracoicos e as parras não têm cornos
vês, eu não te dizia?
as carassaias e os parcas têm cornos
vês, eu não te dizia?
os caracorpos e as praias não têm cornos
vês, eu não te dizia?
as caracaias e os poicos têm
vês


Este poema da Ana Hatherly ilustra bem as dificuldades de comunicação entre as pessoas bem ilustradas nos comentários do post anterior. Porque é que tal acontece? Provavelmente porque diferentes pessoas funcionam de forma bastante diferente. No mínimo, devíamos ter consciência dessas diferenças. É por isso que proponho aos leitores do blogue que façam este teste. Era interessante publicarem os resultados nos comentários. Já falei sobre este assunto aqui.

Katharine Cook Briggs estava a desenvolver uma teoria sobre as diferentes psicologias dos seres humanos quando leu o livro Tipos Psicologicos do psicanalista Carl Gustav Jung. Reconheceu imediatamente a maior profundidade desta abordagem e dedicou-se a desenvolvê-la juntamente com a sua filha Isabel Briggs Myers, produzindo o teste de Myers-Briggs.
Este teste classifica as pessoas em relação a quatro parametros:
1. Atitude perante o mundo: Introversão/Extroversão, (virado para fora/virado para dentro) termos criados por Jung que já fazem parte da nossa linguagem do dia a dia.
2. Forma como tomamos decisões: Pensamento/Sentimento, (damos mais importância aos argumentos logicos ou aos valores).
3. Forma como processamos a informação que nos chega através dos cinco sentidos: Sensação/Intuição, (processa a infirmação de uma forma mais concreta e directa ou de uma forma mais abstracta, sendo muitas vezes processada pelo incosciente e manifestando-se através de palpites ou intuições. Dá mais importãncia aos factos ou às possibilidades).
4. Estilo de vida: (Racional/Perceptivo) damos mais importância às funcões racionais, a tomar decisões ou a coligir informação.

terça-feira, dezembro 30

"O mundo é ininteligível, mas é bom"

É o novo subtítulo do blog da Maria da Conceição. Vale a pena gastar umas linhas a analisar este aforismo de uma senhora simpática chamada Adélia Prado.
Inintelegível porquê? Porque não se pode saber de que são feitos as estrelas e os planetas? Nem por isso, até já se foi à Lua... Mas levou muito tempo a se descobrir que havia umas luas a andar à volta de Júpiter. A partir daí foi mais fácil acreditar que a Terra girava em volta do Sol. Foi um senhor chamado Galileu que se deu ao trabalho de construir um telescópio. Devia ter juízo.
Foi o que se pensou durante muito tempo. Agora já não. No entanto há muito quem continue a ignorar a eviedência: as fronteiras do conhecimento movem-se.
Ininteligível porquê? Porque não se pode compreender a mente humana? Nunca se desvendará o mistério do livre arbítrio? Quem quiser acreditar que assim é, está no seu direito. Não é algo que se compreenda sem empenhamento. Não é algo se explique nos comentários de um blog. Daqui a umas décadas uma nova geração crescerá com duas ou três novas palavras, a destilação de décadas de trabalho. Para eles nada haverá a explicar sobre o livre arbítrio. É assim que as novas ideias se propagam. poucas pessoas notam os progressos essenciais.
Afinal, Ininteligível porquê? Porque se quer acreditar que o mundo é bom, que existe um deus bom. Na verdade,

O mundo só pode ser bom se for inintelígivel.

Como se pode aceitar de outra forma a morte de uma criança?
Qual é o preço que se paga por acreditar no tal aforismo? Acabamos por nos fechar ao mundo. Estou a ouvir o clamor da indignação: eu sou bom, estar aberto ao mundo é bom, logo eu estou aberto ao mundo. Não é assim tão simples. Definimo-nos pelas nossas acções, não pelas nossas intenções. Ou pelas intenções que julgamos ser as nossas.

terça-feira, dezembro 23

segunda-feira, dezembro 15

Good bye, George W

Mas não era preciso seres mais uma vez igual a ti próprio...

sexta-feira, dezembro 5

Bombaim

Não posso concordar com a citação do Lutz acerca dos actos de terrorismo cometidos em Bombaim. Talvez as opiniões de dois cidadãos do mundo, um paquistanês, outro indiano, nos possam dar uma visão mais profunda das coisas. A Índia e o Paquistão são dois gémeos siameses que não podem progredir um sem o outro. Já vai sendo tempo de compreenderem isso.