terça-feira, outubro 26
sábado, outubro 16
Capitalismo, a outra utopia
Há indícios de que a procissão dos bancos (principalmente nos EUA) ainda vai no adro, pois foi avistado mais um cisne negro lá para as bandas das MBS:
The Second Leg Down of America’s Death Spiral
The Wheels Are Coming Off in MBS Land: All 50 State AGs Join Probe; Banks Abandoning MERS Foreclosures.
The Second Leg Down of America’s Death Spiral
The Wheels Are Coming Off in MBS Land: All 50 State AGs Join Probe; Banks Abandoning MERS Foreclosures.
AD
O meu desejo não é de todo o colapso dos EUA ou da Europa, que, maus que possam ser, são ainda do melhor que temos nesta esterqueira. Não vejo com bons olhos a mudança do primeiro plano para a China ou afins, e muito menos um colapso generalizado. Roma , sendo Roma, é melhor que a barbárie. Sou daqueles papalvos que acreditam na civilização ocidental e não quero ver as bibliotecas em ruínas (agora, a "city", ou Wall Street, can both cry me a river).
Seria até a favor dos bail-outs se achasse que funcionavam, injustos como são. Mas acho que não funcionam, e que aumentar a magnitude do colapso quando ele ocorrer. Parece-me que há um ciclo crescente: Quando o Long term capital management rebentou, disseram que tinha que ser salvo porque podia fazer ruir o sistema financeiro. O bail-out foi de 5 bilioes, ou algo assim, organizado por outras instituições financeiras. Sabendo o que sabemos hoje, dá para levar a sério que isso teria causado o tal colapso global? Ou que simplesmente serviu para salvar uns amigos que tinham que ser salvos?
Desde então temos progredido de bolha em bolha, de bail-out em bail-out, e os números e as instituições em risco, e o tamanho dos bail-outs só cresce. Desta vez mede-se nos triliões de dolares e é a economia mundial que está em risco. O que eu me pergunto é: não teriam as coisas sido diferentes se tivessemos deixado cair o LTC, ou se o Greenspan não tivesse "salvo" a economia após cada bolha? O LTC - um único fundo! - era "too big to fail", diziam. Depois a AIG era "too big to fail" (pergunto-me, se ser "too big" é argumento, porque é que não salvaram o fundo do Madoff), agora, claro, a economia toda é too big to fail, e para salvá-la empenhámos o Estado. Mas o Estado, que é too big to fail, já só pode ser salvo por fundos globais. Será o FMI too big to fail? Estamos nas ultimas décadas na situação de um tipo que tem gangrena num dedo e que não o corta porque não aceita a perda; mas agora a gangrena já vai no pescoço, e chegamos ao ponto em que cortar já nem é uma opção.
Não existia nada "too big to fail". Isso não é compatível com o capitalismo. O que havia era instituições à frente das quais estavam pessoas com amigos nos lugares certos. O que havia era interesses que não podiam ser lesados, e para os salvar alastrou-se o dano exponencialmente, porque o estado inteiro tem que cair antes que os seus donos possam descer dos seus poleiros. Num sistema capitalista os incompetentes teriam falido antes de serem too big to fail, e os mais capazes teriam tomado o seu lugar. Em vez disso temos o Estado a pagar para perpetuar como lideres de mercado os falhados do mesmo.
Se acham que estou a dramatizar com "as bibliotecas em ruínas", vejam o que se passa no Reino Unido. Redução de 80% nos fundos para o ensino superior. Todo o género de cursos a fechar, e investigadores em migração. Estamos a falar do Reino Unido, a perda de património intelectual é catastrófica. Que miserável estado de coisas quando a maralha da city for too big to fail e o Queens College for um luxo descartável. Confesso que sempre que passei pela City e vi a maralhada pedante sempre apressada nos seus fatinhos (ou, mais terra a terra, certos putos pedantes do ISCTE que se acham sumidades mas não conseguem sequer fazer as suas somas na cadeira de contabilidade) sentia-me no meio de um daqueles filmes de zombies que estão a voltar à moda. Agora já sei porquê. Aquela gula toda tinha que acabar em mastigação de cérebros.
A.
A.
Prozacland
Mais do que nunca, o título do blog faz sentido. E o primeiro post tornou-se actual.muitos portugueses já têm ou terão dificuldades em manter o seu nível de vida e sobretudo a sua auto estima. Este blog pretende discutir estratégias pessoais e políticas para lidar com este problema
(Tenho que ir reler os posts para ver se realmente postei algo sobre isto).
Que fazer?
(Tenho que ir reler os posts para ver se realmente postei algo sobre isto).
Que fazer?
Votar, votar aonde? Tudo o que precisamos de saber sobre política está num episódio dos Simpsons. Os Kang raptaram Homer para saber quem manda no mundo. Ele explica: o presidente dos Estados Unidos, que é eleito dentro de um mês. Os dois extraterrestes tomam o lugar dos candidatos. Homer consegue fugir e desmascara-os. Eles riem-se. São os únicos candidatos, o povo nada mais pode fazer do que escolher um deles. Os nossos Kang são o PS e o PSD. Podemos votar em mais três partidos, mas não faz grande diferença. Um dos dois ganha.
P.S. É engraçado como quase todos os meus amigos que não costumam votar, agora mudaram de ideias. Um até já me manda abaixo-assinados por mail.
terça-feira, outubro 5
Outra vez a classe média...
Este post do Blasfémias ilustra de forma eloquente a minha tese sobre o papel decisivo da classe média.
segunda-feira, outubro 4
Zonal marking
Não há nada melhor sobre futebol. Vejam a história das tácticas na última década.
O blog do Freitas Lobo também não é mau.
domingo, outubro 3
Triste República - Viva a República
Dificilmente o centenário da proclamação da Res pública, do governo pelo povo, poderia ser celebrado em piores circunstâncias. Nem o Povo nem os governantes mandam. A situação não é tão depressiva como nos tempos do Ultimato. Alguns dirão que para lá caminha.Dito isto, confesso-me um ardente republicano. Ainda me lembro da última vez que fui a um mui conceituado instituto de investigação espanhol. Andavam a pintar paredes para receber A Infanta. Era da capacidade dos membros do instituto em adular a senhora, que de ciência não sabe a ponta dum corno, que dependia uma boa parte dos financiamentos da casa.
Viva a República!
sábado, outubro 2
Pensar mais, pensar melhor
A Globalização e a Moeda Única mergulharam Portugal numa crise estrutural. Só um esforço colectivo nos permitirá sair da situação em que nos encontramos. A classe média tem um papel decisivo a desempenhar na reinvenção do país. Descobriu o voto flutuante. Tornou-se mais sofisticada, permitindo que algumas empresas portuguesas lançassem com êxito produtos inovadores a nível mundial. Continua pouco esclarecida. Basta olhar para os anúncios dos produtos financeiros lançados pelos nossos bancos para o confirmar: PPR's que dão abatimentos no IRS no primeiro ano e rendimentos miseráveis nos anos seguintes, depósitos a prazo que dão um juro alto no último mês mas um juro médio ridículo. Como podemos transformar a nossa classe média?
A Inglaterra foi durante séculos o modelo que procurámos emular sempre que enfrentámos problemas. Nas últimas décadas esse papel passou a ser desempenhado pelos países nórdicos. Nunca nos preocupámos demasiado em tentar compreender quais os mecanismos que transformaram estas sociedades naquilo que são hoje. Há uma constante nos sistemas educativos destes países que ignoramos sistematicamente: o ênfase na aprendizagem do Pensamento Crítico nos ensinos secundário e universitário.
Um adolescente finlandês sabe reconhecer as falácias de raciocínio mais óbvias, aquelas que usamos todos os dias. Sabe identificar as hipóteses assumidas implicitamente pelo seu interlocutor e avaliar a sua credibilidade. Conhece os truques mais óbvios que se usam quando se quer concluir aquilo que mais nos convém de um conjunto de dados estatísticos. Reconhece facilmente uma tentativa de manipular as suas emoções de forma a mudar as suas opiniões. Quando chega ao mercado de trabalho este jovem sabe organizar as suas ideias e expô-las de forma articulada. Processa as críticas que lhe são feitas de forma racional, não as tomando como ataques pessoais. É difícil exagerar as vantagens comparativas de uma sociedade com uma percentagem significativa de membros que domina este tipo de competências. Basta lembrar que uma sociedade tem, sempre, os políticos que merece.
Não deveria o ensino da Matemática e da Física desenvolver pelo menos algumas destas capacidades? Com certeza que sim. Acontece que ao estudar ciências exactas estamos a lidar com objectos desligados das nossas emoções, o que facilita consideravelmente uma abordagem racional dos problemas. Numa língua natural a maior parte das afirmações que fazemos subentendem muitas outras afirmações não explicitadas. Há muito mais espaço para o nosso inconsciente tomar as rédeas dos acontecimentos. Pensar no dia-a-dia de forma racional exige uma disciplina que dificilmente pode ser adquirida fora dos bancos da escola. Existe uma relação de simbiose entre o ensino das Ciências Exactas e o ensino do Pensamento Crítico. As Ciências Exactas criam os hábitos de raciocínio que facilitam de forma decisiva a aprendizagem do Pensamento Crítico. Um jovem que aprende a pensar melhor no dia-a-dia vai melhorar significativamente os seus resultados a Matemática.
A Classe Média é um estrato social que se define mais pelas capacidades intelectuais do que pelo rendimento disponível. Introduzir o ensino do Pensamento Crítico no Ensino Secundário português seria uma contribuição importante para criar a médio prazo uma classe média capaz de gerar as elites, criar as dinâmicas e fazer as escolhas que nos permitirão ultrapassar os nossos problemas estruturais.
Perigoso, perigoso, é implementar ideias. O estudo do Pensamento Crítico está a ser introduzido no ensino universitário. Já existe uma cadeira de Pensamento Crítico na licenciatura em Informática da Universidade Nova e uma cadeira de opção de Pensamento Crítico nas licenciaturas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
A Inglaterra foi durante séculos o modelo que procurámos emular sempre que enfrentámos problemas. Nas últimas décadas esse papel passou a ser desempenhado pelos países nórdicos. Nunca nos preocupámos demasiado em tentar compreender quais os mecanismos que transformaram estas sociedades naquilo que são hoje. Há uma constante nos sistemas educativos destes países que ignoramos sistematicamente: o ênfase na aprendizagem do Pensamento Crítico nos ensinos secundário e universitário.
Um adolescente finlandês sabe reconhecer as falácias de raciocínio mais óbvias, aquelas que usamos todos os dias. Sabe identificar as hipóteses assumidas implicitamente pelo seu interlocutor e avaliar a sua credibilidade. Conhece os truques mais óbvios que se usam quando se quer concluir aquilo que mais nos convém de um conjunto de dados estatísticos. Reconhece facilmente uma tentativa de manipular as suas emoções de forma a mudar as suas opiniões. Quando chega ao mercado de trabalho este jovem sabe organizar as suas ideias e expô-las de forma articulada. Processa as críticas que lhe são feitas de forma racional, não as tomando como ataques pessoais. É difícil exagerar as vantagens comparativas de uma sociedade com uma percentagem significativa de membros que domina este tipo de competências. Basta lembrar que uma sociedade tem, sempre, os políticos que merece.
Não deveria o ensino da Matemática e da Física desenvolver pelo menos algumas destas capacidades? Com certeza que sim. Acontece que ao estudar ciências exactas estamos a lidar com objectos desligados das nossas emoções, o que facilita consideravelmente uma abordagem racional dos problemas. Numa língua natural a maior parte das afirmações que fazemos subentendem muitas outras afirmações não explicitadas. Há muito mais espaço para o nosso inconsciente tomar as rédeas dos acontecimentos. Pensar no dia-a-dia de forma racional exige uma disciplina que dificilmente pode ser adquirida fora dos bancos da escola. Existe uma relação de simbiose entre o ensino das Ciências Exactas e o ensino do Pensamento Crítico. As Ciências Exactas criam os hábitos de raciocínio que facilitam de forma decisiva a aprendizagem do Pensamento Crítico. Um jovem que aprende a pensar melhor no dia-a-dia vai melhorar significativamente os seus resultados a Matemática.
A Classe Média é um estrato social que se define mais pelas capacidades intelectuais do que pelo rendimento disponível. Introduzir o ensino do Pensamento Crítico no Ensino Secundário português seria uma contribuição importante para criar a médio prazo uma classe média capaz de gerar as elites, criar as dinâmicas e fazer as escolhas que nos permitirão ultrapassar os nossos problemas estruturais.
Perigoso, perigoso, é implementar ideias. O estudo do Pensamento Crítico está a ser introduzido no ensino universitário. Já existe uma cadeira de Pensamento Crítico na licenciatura em Informática da Universidade Nova e uma cadeira de opção de Pensamento Crítico nas licenciaturas da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
terça-feira, setembro 28
domingo, setembro 19
Sonhar
Na primeira aula de uma cadeira de um Mestrado profissionalizante que eu às vezes lecciono costumo pedir aos alunos que falem dos seus percursos anteriores. É uma informação importante. Cada um sente-se obrigado no fim a referir que de alguma forma aquele era o sonho da sua vida. Mesmo que se esteja mesmo a ver pelo contexto que em muitos casos não é bem assim. Doi-me um bocado ouvir aquilo. Prometo sempre a mim próprio que da próxima ver que der o curso não falar neste assunto. Depois esqueço-me. Não quer isto dizer que eles não tenham outros sonhos.
Com o passar dos anos, haverá algum tesouro mais precioso do que ainda ter um sonho? Isso de ter um sonho depois dos trinta, dos quarenta, dos cinquenta, é uma coisas rara ou nem por isso? Não estou a falar em ganhar o euromilhões, comprar um Porsche, ou dormir com a Angelina ou o Brad.
sábado, setembro 18
60 e quantos?
Os franceses foram para a rua protestar porque querem continuar a reformar-se aos 60. 62 não lhes parece aceitável. Curiosamente muitos dos meus colegas franceses agonizam perante a ideia da reforma compulsiva aos 65. Com ela se vai a vã glória de mandar, talvez a sua identidade e outras coisas mais importantes.Mesmo para chegar lá é preciso ser prof de class exceptionelle e sei lá mais o quê.
O José Luís Sarmento concorda com os protestos franceses os aumentos de produtividade são suficientes para pagar esse ócio.
O problema é complexo. Limito-me a alinhavar umas ideias:
1. É verdade que a produtividade aumentou, mas nós também passámos a consumir muito mais. E a maior parte de nós não quer consumir menos.
2. A riqueza de um país não é um dado adquirido para sempre. Se os alemães trabalharem mais cinco anos do que os franceses, vão crescer mais. Os franceses não vão ficar onde estão: vão regredir, porque vão ser menos competitivos. E depois há os chineses.
3. A ideia de por a trabalhar todos a trabalhar até aos 67 é em grande parte utópica. Mesmo que a pessoa reúna condições físicas mínimas, não é garantido que ainda faça o trabalho tão bem quanto alguém mais jovem. Não se pode obrigar um professor do Ensino Secundário a aturar as criancinhas até aos 67. Brevemente, o mesmo se aplicará ao Ensino Superior. Pelas mesmas razões.
4. Estamos perante uma luta de gerações. São os nossos filhos que vão pagar as nossas reformas, algo que os nossos netos não vão fazer por eles. Os nossos filhos já estão a ser suficientemente penalizados pela crise actual.
O que é que vai acontecer?
O conceito de idade da reforma vai cair. Como já acontece hoje em dia, cada um de nós vai reformar-se quando quer, recebendo em função das contribuições que fez.
Não vamos poder ficar num emprego pelo tempo que quisermos. Vai ser preciso fazer testes caso lá queiramos continuar, como para a renovação da carta de condução.
Lá por uma pessoa largar a sua actividade principal, não quer dizer que pare de trabalhar. Pode continuar a desempenhar outras funções, eventualmente a tempo parcial.
Sempre pensei ficar a trabalhar até aos setenta. Sempre foi esse o limite na universidade. Agora já não tenho a certeza, não sei se vou ter pachorra para aturar as nossas chatices que inventam todos os dias. Por outro lado, se quiser mudar para outro actividade (bruxo ou algo assim) talvez convenha fazê-lo um pouco mais cedo.
terça-feira, setembro 14
domingo, setembro 5
Como é que alguém consegue viver sabendo que é pedófilo?
Para um homem que vive só, até pode ser fácil. Quando se tem duas filhas, é inevitável que até se faça por esconder o facto de si próprio. Torna-se mais difícil fazê-lo quando todo o país conhece o seu segredo. É por isso que os advogados de Carlos Cruz dedicam quase tanto tempo a tentar ganhar o caso na secretaria como a tentar descredibilizar a justiça.
Os media adoram este reality show. A única maneira de manter a história viva é ir dando tempo de antena às "vítimas". Cruz afirma que tem um convite para um talk show. Não duvido que seja verdade. Clara de Sousa nunca seria capaz de atacar um colega de profissão. Quando o entrevistou, pouco mais fez do que parecer ser agressiva.
Era importante ouvir Carlos Cruz dizer uma vez mais que o facto de o seu assistente pessoal ser um pedófilo condenado e fugido á polícia foi uma simples coincidência. Pois claro que sim...
Convinha perguntar quando é que vão aparecer no blog do CC as denúncias de políticos de outros partidos que também são pedófilos. Ele ameaçou esta semana publicá-las imediatamente após a sentença, não foi? Já agora: se ele não é do meio, como é que tem essas informações?
Carlos Cruz afirma que já não paga há três anos aos advogados. O seu advogado principal anunciou no dia em que aceitou o trabalho que não ia receber um tostão, pois a acusação era demasiado ignóbil. Faz parte das regras do jogo aproveitar todas as hipóteses para obter mais uma vitimização e poupar nos impostos. Já agora, convém ser consistente.
Finalmente, Carlos Cruz vale mesmo a pena gastares todo o teu dinheiro a empatar, empatar, empatar? O O.J. Simpsom foi ilibado, não foi? Valeu a pena? É injusto seres o único português importante que não se escapou à nossa justiça de brincadeira? És suficientemente esperto para teres percebido que não havia escapatória. Tinhas outras opções. Agora já estava tudo acabado.
Quando nos encontramos numa enrascada destas, confiamos naqueles senhores tão simpáticos que nos prometem milagres. Mas esses senhores também têm interesses e uns bolsos muito grandes que nunca se sentem cheios. Serão realmente os teus maiores amigos?
Os media adoram este reality show. A única maneira de manter a história viva é ir dando tempo de antena às "vítimas". Cruz afirma que tem um convite para um talk show. Não duvido que seja verdade. Clara de Sousa nunca seria capaz de atacar um colega de profissão. Quando o entrevistou, pouco mais fez do que parecer ser agressiva.
Era importante ouvir Carlos Cruz dizer uma vez mais que o facto de o seu assistente pessoal ser um pedófilo condenado e fugido á polícia foi uma simples coincidência. Pois claro que sim...
Convinha perguntar quando é que vão aparecer no blog do CC as denúncias de políticos de outros partidos que também são pedófilos. Ele ameaçou esta semana publicá-las imediatamente após a sentença, não foi? Já agora: se ele não é do meio, como é que tem essas informações?
Carlos Cruz afirma que já não paga há três anos aos advogados. O seu advogado principal anunciou no dia em que aceitou o trabalho que não ia receber um tostão, pois a acusação era demasiado ignóbil. Faz parte das regras do jogo aproveitar todas as hipóteses para obter mais uma vitimização e poupar nos impostos. Já agora, convém ser consistente.
Finalmente, Carlos Cruz vale mesmo a pena gastares todo o teu dinheiro a empatar, empatar, empatar? O O.J. Simpsom foi ilibado, não foi? Valeu a pena? É injusto seres o único português importante que não se escapou à nossa justiça de brincadeira? És suficientemente esperto para teres percebido que não havia escapatória. Tinhas outras opções. Agora já estava tudo acabado.
Quando nos encontramos numa enrascada destas, confiamos naqueles senhores tão simpáticos que nos prometem milagres. Mas esses senhores também têm interesses e uns bolsos muito grandes que nunca se sentem cheios. Serão realmente os teus maiores amigos?
quarta-feira, julho 28
PORTO COVO - RUI VELOSO - ILHA DO PESSEGUEIRO.wmv
Já não há pessegueiro nenhum, mas continua a valer a pena passar por lá...
domingo, julho 18
Como tornar tolerável uma gripe de Julho?
Leva-se tempo a descobrir o João Gilberto. Quando se entranha, é pior do que uma droga.
segunda-feira, julho 12
domingo, julho 11
SMS
Finalmente aprendi a usá-los. Cada meio, a sua mensagem. Menos invasivo que o telefone, mais intimo que o e-mail. O meio ideal para transmitir Haikus.
quarta-feira, julho 7
terça-feira, julho 6
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