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quinta-feira, julho 12

O MUNDO dos OUTROS (2)

O Elias reformou-se só para chatear. Continua a trabalhar todos os dias. E a militar no mais pequeno grupelho trotskysta que encontre a jeito. Ontem estava um pouco menos confiante no futuro deste país.

Imagina que estes miúdos resolveram organizar aqui na Faculdade um curso de empreendedorismo.
E-M-P-R-E-E-N-D-E-D-O-R-I-S-M-O!

Deixa lá: sem esses gajos, o que era feito da luta de classes?


Tive direito a um exemplar do jornal dele e a mais dois ou três panfletos. Da outra vez que mos tinha oferecido, tive de os pagar.

quarta-feira, julho 11

O MUNDO dos OUTROS


O único luxo do Behrouz era a caneta MontBlanc. E o jantar daquela noite no Quartier Latin. Por altura da sobremesa, confidenciou-me uma dos seus maiores tormentos.

Como era possível haver alguém que não dedicasse a sua vida à matemática?
Afligia-o profundamente a condição dos seus semelhantes.

Terminei o café.

Imagina que toda gente se dedicava à matemática. Então também tínhamos todos de fazer comida, tratar da contabilidade, vender bilhetes para o cinema.
Que sorte a nossa, de haver quem queira fazer outras coisas.