segunda-feira, fevereiro 27

Falta de tempo

Não gosto de ouvir falar em falta de tempo. Normalmente é outra coisa mais concreta que falta. Que tal ser mais especifico?
Também não gosto da palavra nunca e da expressão não sou capaz. Quando digo nunca, normalmente acabo por engolir a palavra. Que tal dizer ainda antes de não sou capaz? Não somos imortais. Já é limitação que chegue.
Subscrevo os desgostos do Lino. Ele podia era explicar porque é que essas expressões o desgostam tanto. Lino, se tiveres falta de espaço no teu blogue, explica nos comentários. Gostava de ver as listas do /me, do Franco Atirador, da Sofia, da Maria da Conceição e da Madi.

sexta-feira, fevereiro 24

quinta-feira, fevereiro 23

A seita da linha

Nos últimos anos tem crescido rapidamente um grupo ultraconservador dentro da igreja católica. Uns familiares meus têm a casa repleta de imagens de santos. Ouvem constantemente música religiosa, o terço e vários canticos que eu não sei identificar. Queimam tudo o que lhes aparece à frente. Desde os livros da Isabel Allende e do Harry Potter (magia), às estátuas de Buda ou vindas das ex-colónias, até mesas indianas. Explicam-me que todos os discos rock contêm mensagens subliminares, o fumo das discotecas contem drogas, os produtos do supermercado Celeiro também. Quando vão a casa de alguém desligam a televisão, essa invasão do demónio, sempre que podem. Frequentam umas missas esquisitas, tipo IURD, onde se realizam exorcismos e onde acontecem regularmente milagres. Não têm a hierarquia da igreja católica em grande conta mas parece-me que esta não se sente incomodada por isso. Dão uma especial importância á virgem de Međugorje, a versão bósnia de Fátima.
Já ouvi alguém referir-se a eles como sendo a seita da Linha. Parece que a zona da linha de Cascais é o epicentro desta revolução. É a nossa pequena Califórnia. Convém notar que algumas das pessoas de que eu estou a falar têm mestrados e doutoramentos, não são propriamente incultas.
Estranho que não se fale mais deste assunto nos blogues religiosos que costumo visitar. Alguém me ajuda a compreender o que se passa? Como é que se chama este grupo? Como é que começou?

quarta-feira, fevereiro 22

O timing

Quarenta anos atrás uma geração de jovens brilhantes e ambiciosos decidiram estudar Física. Cada um deles esperava ser o super engenheiro que iria gerir a primeira central nuclear portuguesa. A opção nuclear nunca foi feita. Até podia haver razões para não a fazer, mas não foram essas as decisivas. Durante os últimos vinte anos estes jovens já não tão jovens engoliram a frustração de seguir uma carreira académica que não os satisfazia. Envolveram-se em tricas e politiquices. Chatearam os colegas.
Hoje, corremos todos os riscos de um país que tomou a opção nuclear, sem nenhuma das suas vantagens. As limitações à poluição resultantes do protocolo de Kyoto e a evolução do mercado petrolífero vão provavelmente obrigar-nos a repensar a nossa opção. Esta geração de físicos vai agora provar o fel que Moisés provou às portas da terra prometida.
Mais grave do que isso, não é claro que existam no país pessoas em quantidade e qualidade para ocupar as posições para as quais eles foram treinados. Substitui-los por pessoas ao mesmo nível levaria duas décadas. As consequências de certas decisões não estão contabilizadas directamente no orçamento geral do estado.
Mas pagam-se...

terça-feira, fevereiro 21

Benjamin Franklin

"Those who would give up essential Liberty, to purchase a little temporary Safety, deserve neither Liberty nor Safety."
Quando coloquei esta frase como subtítulo temporário do blogue, nunca me passou pela cabeça que se revelaria tão actual.

domingo, fevereiro 19

A Economia, meu Deus...

A moral diz-nos como o mundo deveria ser. A economia explica por que é como é. A visão racional do mundo que a economia nos proporciona não se reduz a explicar porque é que a inflação aumentou ou o PIB desceu. Explica também muitas das decisões que as pessoas tomam no dia a a dia. A economia tem a ver com a tomada de decisões perante a escassez de um recurso. E pode ser aplicada a quase tudo o que fazemos.
Steven Levitt é um economista fora do comum, que se tem dedicado a explorar as aplicações da economia a temas que não costumamos olhar desse prisma. Levitt explica porque é que a pena de morte não é assim tão efectiva a diminuir a criminalidade, porque é que alguns professores fazem exames mais fáceis ou beneficiam os alunos nas correcções, a influência da legalização do aborto na criminalidade, etc. Foi uma surpresa ver o seu livro Freakonomics - o lado escondido das coisas no topo de vendas da FNAC. É um daqueles livros que pode refrescar a nossa visão do mundo.

Um modelo económico bastante simples explica porque é que o requisito do celibato provoca a existência de um número anormalmente grande de pedófilos entre os padres católicos. Explica também porque é que, quando uma sociedade se torna mais tolerante à homossexualidade, o número de vocações sacerdotais diminui. Outro dia o diário ateísta dedicou um artigo ao tema. Podiam ter utilizado uma linguagem diferente, mas estão lá as ideias chave.

Os liberais passam a vida a incensar as escolha económicas de Bush. O artigo de hoje do Blogo Existo lembra mais uma vez que o modelo económico europeu não anda a perder assim tanto terreno para o modelo económico americano como parece. Antes pelo contrário.

quarta-feira, fevereiro 15

Palmas para o Zé!

Não me interessa quais foram as razões que levaram Barroso a defender de forma clara, como lhe competia, a liberdade de expressão. A verdade é que outros não o fizeram. Fica registado o facto.

segunda-feira, fevereiro 13

Roma

Mais uma excelente série da HBO. Passa às segundas no Canal 2, no antigo horário d'Os Sopranos (outra série da HBO). O detalhe com que tratam a vida quotidiana dos romanos e o realismo das batalhas bate qualquer filme feito até hoje sobre o tema. Por outro lado, as liberdades tomadas pelo argumentista parecem-me excessivas e desnecessárias. Octávio não foi visitar César à Gália. Muito menos foi raptado por gauleses. O consul não tinha poder de veto sobre o Senado.
Qualquer filme ou livro sobre este período está obrigado a confrontar-se com Masters of Rome (O primeiro homem de Roma), o romance histórico de seis volumes escritos por Colleen McCullough. A guerra civil entre César e Pompeu é apenas o último episódio da degradação da república romana. A lenta erosão das instituições começou duas gerações antes, nos tempo de Mário e Sila. Só começando a contar a decadência da república desde os seus princípios se pode compreender o que aconteceu. E aprender algo que nos possa ser útil hoje.

domingo, fevereiro 12

É Proibido Pensar ou: Entre Fascistas e Esquerdalhos venha o profeta e escolha

Dedicado ao Zé

Eis o problema de pertencer (a própria palavra já diz tudo) a um partido, ou de ter uma visão partidária da política.

Metem-me asco os espíritos confusos que por ai andam, que acham que reconhecer as legitimas aspirações do povo Palestiniano, e apoia-lo numa determinada posição politica, implica necessariamente ter que apoiar em toda a linha os tarados religiosos extremistas do Hamas.

Metem-me asco os que acham que criticar a administração Bush pela agressão injustificada ao Iraque, feita sob falsos pretextos, e pelas suas políticas ruinosas é o mesmo que ter que estar do lado dos inimigos mais aberrantes que combatem os EUA no terreno, eles próprios usando o Iraque como mero pretexto para outras lutas, que com essa terra pouco têm que ver.

Metem-me asco os que a pretexto de combater a xenofobia, ou a pretexto de uma visão igualitária dos povos se julgam obrigados a tomar como legítimos as pretensões medievais dos extremistas Islâmicos no que diz respeito a toda a palhaçada dos cartoons Dinamarqueses. Ou seja, a pretexto da igualdade e da tolerância, apoiar a mais ditatorial intolerância.

Mete-me asco que certa esquerda se insulte a si e a nós todos com as posições que toma, e com as que convenientemente não toma. E que se arrogue posições morais impolutas, e que fale dos resistentes anti-fascistas, e que fale da censura comparativamente moderada e da violência comparativamente moderada do regime Salazarista com tanto asco enquanto fechou e fecha os olhos a tanta outra censura, violência, opressão, desde que venha da parte daqueles que estrategicamente apoia, por vezes meramente por consistência com a herança de outros tempos em que seguia às cegas as orientações de Moscovo, e não por qualquer real posição moral. E mete-me asco certa Direita que é culpada de outro tanto, e que por esta e aquela negociata vende a alma.

Mete-me asco quem necessita de tomar posições em bloco (de esquerda ou de direita) em vez de pensar em cada uma por si mesmo, com erros e tudo. Mete-me asco quem não pode mudar de opinião, limitado não ao menos por orgulho, mas porque carrega em cima o peso de toda uma estrutura partidária, que não lhe permite fazer as curvas com destreza, pois é essa a natureza da inércia. Mete-me asco quem acha que tem que fazer alianças permanentes com esta e aquela facção e apoiá-la em toda a linha ou em nenhuma. Ou de outra forma: quem acha que apoiar as aspirações legítimas implica apoiar também as ilegítimas.

Sou o meu próprio partido. Tomo as minhas posições uma a uma. Sei que fora do grupo tenho menos força. Mas tenho mais liberdade. Suporto que que decidam por mim, mas jamais que pensem por mim. A força que o grupo nos dá é apenas a força para fazer o que o grupo quer – a força para ser um escravo bem sucedido. Prefiro ser um homem livre na prisão do que um preso em liberdade. Declaro as minhas próprias guerras, travo os meus próprios duelos. Levantar o punho no anonimato da multidão requer pouca coragem. Levantar a voz no meio do grupo, e em discordância com o grupo, é mais difícil. Prefiro assim. Nem por isso o recomendo aos outros. Requer um amor pelas escarpas gélidas e solitárias, pelo ar rarefeito, e pelo silêncio. Os outros que façam o que entenderem. E eu direi o que entender.

Protestos espontaneamente orquestrados

"Don't you think it's a coincidence that the victim's body fell perfectly within the chalk outline?"

-The Pink Panther (remake)

Desengane-se quem imaginou que os protestos radicais contra os cartoons Dinamarqueses eram, ainda que estúpidos, ao menos sinceros. Não há nada de novo ou especial nestes cartoons. Tudo não passa de uma farsa..

Em Outubro passado, em pleno Ramadão, um jornal Egípcio pôde publicar esses mesmos cartoons (para criticá-los, é certo, mas ainda assim quebrando o suposto tabu). Onde estiveram os protestos?

No Ocidente podem-se encontrar dezenas de representações do profeta em capas de livros e em revistas, que passaram até hoje pacificamente debaixo do radar (anda no peer-to-peer uma pequena compilação de uns tantos exemplos).



Podem-se encontrar duzias de images do profeta expostas em museus, sendo que algumas delas da autoria de Muçulmanos porque a proibição não era, como aliás não é tão absoluta como isso tudo. Que diabos (perdoai a blasfémia), segundo este insuspeito muçulmano ofendido, até nos bazares dos mais santos lugares do Irão se podem comprar representações do profeta, como quem vai a Fátima e compra uma imagenzita do J.C. que pisca os olhinhos enquanto encara o firmamento e pede ao Pai que perdoe a estupidez dos mortais (e bem difícil seria fazê-lo nos dias que correm).

E como pode ter passado por debaixo do radar o episodio do South Park, visto por milhões, onde o profeta foi caricaturado? Episódio esse, aliás, disponível na net para quem o queira ver…



Tão inofensivos eram aliás os pobres cartoons Dinamarqueses que os radicais que orquestraram estes protestos sentiram a necessidade de incluir no pacote promocional três cartoons adicionais muito mal desenhados e esses sim fortemente ofensivos. O engraçado é que provavelmente terão sido eles próprios, devotos muçulmanos, a desenhar pela sua mão estes acrescentos, incluindo aquele em que o profeta é acusado de pedófilo. O que fizeram depois de realizar tal tarefa sagrada, cortaram irados as suas próprias mãos conspurcadas, ou dispunham de algum autorização divina?

A inescapável conclusão é que os correntes protestos, além de estúpidos e homicidas, são, longe de espontâneos, manifestações de um plano orquestrado e posto em prática num momento predeterminado por autoridades radicais Islâmicas que governam as suas massas subservientes como se de gado se tratassem. E porque não, se todas as religiões vivem afinal da ilusão e da mentira…

Que os politicos Ocidentais se prostrem temerosamente e reverencialmente frente a tais falsas sensibilidades (incluindo, risivelmente, a administração Bush) está para lá do ofensivo. O nosso preciosíssimo Vitalino Canas, que compara em gravidade as acções dos cartoonistas Dinamarqueses com as dos radicais Islâmicos, é um belo exemplo Lusitano dessa reverencial demência. Aconselho-o vivamente, e a outros como ele, que, se insiste em oferecer o traseiro ao radicais Islâmicos em nosso nome colectivo, ao menos que arranje um mapa, já que não arranja bom-senso, e que o faça devidamente virado para Meca.

sexta-feira, fevereiro 10

O menos culpado

Hoje, Maomé na versão Charlie Hebdo. Amanhã, a versão on.

quinta-feira, fevereiro 9

Apitos dourados


É incrivel como a qualidade das arbitragens melhorou em Portugal desde a semana passada. Até Bruno Paixão apita um jogo do Porto de forma impecável. Entretanto em Espanha o Barcelona foi eliminado da taça do rei de forma muito estranha. Em Itália a Juve tem uma "sorte" incrivel com os árbitros.
A que se deve a nossa sorte? Será a este apito mágico que rodopia por cima das nossas cabeças?

quarta-feira, fevereiro 8

Parabéns Calvin!

Porque hoje é sábado...

Durante os próximos seis meses a minha semana vai ser composta por seis sábados e um domingo. É provavel que daí resulte uma redução significativa da minha actividade neste blogue.

segunda-feira, fevereiro 6

Outros Contextos

Alguns dos defensores do casamento homossexual em Portugal são contra a liberalização do aborto, ou não tém uma posição clara sobre o assunto. Se vivessem noutro país europeu, a maioria deles aceitaria a lei da liberalização sem dificuldade.

Muitos dos que são acerrimamente contra, deixarão de o ser quando a lei mudar. Já foi assim quando foi aprovada a primeira "liberalização" do aborto. Assim voltará a ser. O que está em jogo para a hierarquia da igreja católica, para alguma esquerda e para quem os segue não é a lei do aborto nem o casamento gay, mas sim ganhar ou perder uns metros.

Mister February

domingo, fevereiro 5

Contextos

Dizem alguns que as leis actuais sobre o casamento são inconstitucionais, por não permitirem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Não me parece.
Uma lingua viva é uma linguagem com grande poder de expressão, capaz de se adaptar a situações novas. Uma tal linguagem não pode ser tão precisa como uma linguagem de programação ou a linguagem matemática. Depende fortemente do contexto. Expressões como não dá cavaco a ninguém podem ver o seu sentido totalmente alterado de um dia para o outro. O contexto varia com o tempo e de pessoa para pessoa. A mesma palavra não tem exactamente o mesmo significado para duas pessoas diferentes. Não é estranho que assim seja. O que é estranho é que apesar de tudo somos capazes de comunicar. Um verdadeiro milagre.
É por isso mesmo que existe um tribunal constitucional. As decisões deste tribunal são algumas vezes tomadas por razões técnicas. Uma lei pode realmente ser inconstitucional. Na maior parte das vezes as decisões sobre a constitucionalidade de uma lei são políticas. Não poderia ser de outra forma.
Alegar a inconstitucionalidade da actual lei do casamento não faz sentido. Apenas abre o flanco para questões do tipo: então e a poligamia? então e o casamento com um animal de estimação? Trata-se de um artifício que ajuda a manter o assunto na agenda política, através do recurso aos tribunais. Mais nada. Quase toda a gente usa este tipo de armas. Por mim, não tenho nada contra. Convém no entanto perceber quais são os limites da racionalidade.
A legitimidade ou não legitimidade do casamento homossexual não se deduz de primeiros princípios. É algo que resulta de um contrato estabelecido entre cidadãos, num determinado momento, quando se verificam determinadas relações de força.
Convém lembrar que a abolição da escravatura; a prática de enterrar pessoas em cemitérios em vez de em igrejas; o direito ao voto para as mulheres, provocaram no passado tumultos sociais graves, incluindo guerras civis. Actualmente existe um consenso àcerca destes temas. Esse consenso resultou de uma modificação do equilíbrio de forças, não de uma vitória da argumentação.
O casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma inevitabilidade. Os homossexuais representam mais de cinco por cento da população. Vão-se assumir cada vez mais. O número dos que defendem activamente a liberalização dos costumes não para de aumentar. Os partidos políticos vão acabar por perceber isso.
Dentro de vinte anos o casamento gay deixará de levantar qualquer polémica. Tal como a lei da liberalização do aborto é um dado adquirido em quase todos os países da União Europeia.

sábado, fevereiro 4

Cinco manias

1. Sou completamente obsessivo. Como quase todas as pessoas que arranjam um profissão em que se passa meses a pensar num problema. Se não forem obsessivas...

2. Salto regularmente de obsessão em obsessão. Ninguém está mais surpreendido do que eu por este blogue ainda existir.

3. Analiso os meus problemas com outras pessoas em termos essencialmente estatísticos. Se alguém faz algo de que não gosto uma vez por outra, não me preocupo sequer em obter uma explicação. Se acontece demasiadas vezes, não há explicação que se sobreponha à estatística.

4. Quando tenho um mal entendido com um amigo, não me preocupo em explicá-lo. Se a amizade for suficientemente forte, sobrevive. Senão, não valia a pena de qualquer maneira. Se me vierem pedir explicações, é provável que as dê.

5. Nunca joguei no totoloto, na lotaria, na roleta ou no euromilhões. Na Bolsa, já é outra história.

Esta cadeia foi-me enviada pela Maria da Conceição. Passo-a ao OMWO, ao Raiva, ao Lino, ao Calvin e à Sofia. E também para a Madi.

quinta-feira, fevereiro 2

The world according to George W

Bush explicou ao mundo qual era o obstáculo fundamental à resolução do conflito palestiniano: o senhor Yasser Arafat. Agora que se realizaram as primeiras eleições palestinianas pós Arafat, estão realizados os desejos de George W.

quarta-feira, fevereiro 1

É tão simples fazer um filme excepcional...

Barry Lyndon, de Stanley Kubrick, foi um dos filmes que mais me marcou. Tentei vê-lo uma segunda vez durante anos. Quando finalmente o consegui, já estava datado.
Allen Stewart Königsberg foi a Londres fazer o Barry Lyndon do século xxi. Quando era miúdo, dava pelo nome de Woody Allen.
Só um génio consegue reinventar-se aos setenta. Match Point!